Política

Três políticos de Mato Grosso recebem contribuição do maior doador de campanhas do Brasil

Até o dia 17, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizava R$ 420 milhões de doações feitas por pessoas físicas a candidatos ou partido, um recorde, já que desde 2016 as empresas estão proibidas de contribuir com as campanhas eleitorais, obrigando seus proprietários a tirar dinheiro do próprio bolso. Deste total, um único empresário, Rubens Ometo Silveira Mello, investiu R$ 7 milhões (o que corresponde a 1,67% das doações de todo o país) em 62 candidaturas, sendo três de Mato Grosso.

O deputado Nilson Leitão (PSDB) que tentou uma vaga ao Senado, foi o que mais recebeu: R$ 100 mil. Outro tucano contemplado foi o governador Pedro Taques, com R$ 50 mil, a mesma quantia do senador Wellington Fagundes (PR). Nenhum dos três conseguiu se eleger.

Rubens Ometo é presidente do conselho administrativo da Cosan, um conglomerado de empresas de gás, petróleo (Esso), distribuição de energia e produção cana-de-açúcar. Com perfil social discreto, ele evita badalação, mas já chegou a dizer ao então primeiro-ministro do Reino Unido, John Major, que se o Brasil possuísse a bomba atômica seria mais respeitado comercialmente.

A maioria dos 61 contemplados com as doações do empresário são de direita ou do centrão, mas Rubens Ometo também contribuiu com campanhas de candidatos de partidos de esquerda, como PT, PSB, PDT e até do PV. Um único candidato do PSL de Jair Bolsonaro, o Tenente Nascimento, que disputou vaga à Assembleia Legislativa de São Paulo e se elegeu com 40.050 votos, recebeu doação do empresário.

Esta foi a segunda campanha que Rubens Ometo faz doações. Em 2014 ele doou R$ 700 mil para campanhas de prefeito e vereador, mas em 2014, nas eleições presidenciais, a Cosan investiu R$ 30 milhões.

Os partidos têm até o dia 6 de novembro para entregar a prestação de contas final da campanha no primeiro turno e doações ainda podem ser feitas.

 

Só Notícias/Marco Stamm