O Tribunal Regional Eleitoral negou, agora há pouco, pedido do Ministério Público para cassar o registro de candidatura e, conseqüentemente, o diploma do deputado Percival Muniz (PPS) ocasionando a perda do mandato. O pleno não reconheceu o pedido por considerar que o processo está tramitando no Supremo Tribunal Federal.
Percival teve registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque, quando foi prefeito de Rondonópolis, teve a prestação de contas de um ano considerada irregular, mas recorreu ao Supremo. Os desembargadores e juízes mato-grossenses consideraram que o caso está sendo analisado pela corte superior.
O julgamento do pedido de cassação do deputado estadual licenciado Gilmar Fabris (DEM) foi adiado porque o juiz João Celestino declarou-se impedido de votar, alegando motivos pessoais. O TRE convocará um juiz substituto e a denúncia do Ministério Público Eleitoral deve ser analisada na próxima sessão.
Fabris é acusado de compra de votos, ano passado, no município de Poxoréo. Sandra Rosangela Soares Silva que foi presa com uma caderneta contendo anotações com nomes de eleitores, números de títulos eleitorais e as seções onde os mesmos votavam, afirmou que as pessoas listadas na caderneta receberiam R$ 25 para participarem de um mutirão em favor da candidatura de Gilmar Fabris.
O TRE retomará, no próximo dia 22, o julgamento da ação pedindo a cassação do deputado federal Pedro Henry (PP) e da deputada estadual Chica Nunes (PSDB), acusados de compra de votos. Conforme Só Notícias já informou, a votação está empatada com 3 desembargadores e juízes votando pela cassação dos mandatos e, 3, contrários. O presidente do TRE, José Silverio, dará, no próximo dia 22, o voto decisivo.
(Atualizada às 19:39hs)


