O STJ (Superior Tribunal de Justiça) está iniciando investigação ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) para apurar se teria ocorrido irregularidades e favorecimento do Master no credenciamento do programa de consignado oferecido pelo banco, o Credcesta, em 2023. A informação é da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, e, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o procedimento corre em sigilo.
A habilitação do Credcesta para oferecer empréstimo consignado para servidores teria sido em processo relâmpago, com decreto assinado Em 5 de maio de 2023, estabelecido margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios para servidores e pensionistas. No dia 8, o banco pediu credenciamento para operar o programa e, após 24h, o procedimento foi aberto na esfera estadual. No dia 12, o governo deu parecer favorável e abriu caminho para o Credcesta operar no Estado.
Outro lado
Mauro Mendes negou, ao O Globo, que tenha ocorrido irregularidades e afirmou que os atos “seguiram a legalidade e demais princípios da administração pública”. O ex-governador afirmou que outras 24 instituições financeiras também foram credenciadas durante seu governo e que, no período, “ao menos dez Estados já haviam implementado” a modalidade “Portanto, o Master era apenas mais um e não foi o primeiro a ter o cadastro aprovado. O governo de Mato Grosso preza por eficiência”, declarou.


