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Serys responsabiliza governador pelo desmatamento em Mato Grosso

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A senadora Serys Marly (PT-MT) disse nesta quarta-feira (20) que o avanço no desmatamento em Mato Grosso aponta para a falta de compromisso do governador Blairo Maggi com o meio ambiente. Ela citou reportagem do jornal Folha de S. Paulo, de 1º de junho, que relata o problema em detalhes e responsabiliza a política de Maggi.

De acordo com a matéria o Sistema de Licenciamento de Propriedades Rurais de Mato Grosso “falhou em conter o desmatamento ilegal a partir de 2003, primeiro ano do governo de Blairo Maggi”. A senadora explicou que o sistema funciona como uma espécie de “Grande Irmão”. Para ter uma licença ambiental, os fazendeiros eram obrigados a apresentar anualmente à recém extinta Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema) uma imagem de satélite de suas propriedades, mostrando a reserva legal e a área a desmatada. A Fema, com base em seu banco de dados, podia detectar a existência de crime ambiental.

A derrubada de florestas em propriedades rurais cadastradas no sistema no período 2003-2004 foi 50% maior do que nas fazendas que não estavam licenciadas, disse a senadora. Ela acrescentou que o desmatamento em reservas legais de propriedades – em tese, áreas de proteção – foi o triplo do observado em áreas de conservação.

– Os números sinalizam que o monitoramento não só não inibiu os produtores rurais como pareceu estimulá-los a desmatar – observou a senadora, citando o ambientalista do Instituto Socioambiental, André Lima, que, em entrevista à Folha de S. Paulo, disse que “quem entrou no sistema não acredita que vá ser punido”.

Serys elogiou as ações do Ministério do Meio Ambiente para coibir o desmatamento, mas disse temer que os prejuízos ao meio ambiente em seu estado possam ser irreversíveis. Ela informou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ordenou o recadastramento de todas as serrarias de Mato Groso e deslocou servidores de outros estados para aumentar a fiscalização. Segundo a senadora, na reunião do ministério com o governo do estado, em 13 de julho, foram acertadas, entre outras medidas, a instituição de uma força tarefa para a criação de unidades de conservação no estado e a criação de um grupo de trabalho para a implantação de sistemas de rastreabilidade da produção agropecuária de Mato Grosso.

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