Política

Senadora diz que pressão para retirar assinatura de CPI é motivo para sair do PSL

A senadora Selma Arruda revelou que a pressão do PSL para ela retirar a assinatura pedindo a criação da CPI da Lava Toga é o principal motivo que a levou a estudar a possibilidade de deixar o partido do presidente Jair Bolsonaro. Ela estaria sofrendo pressão do senador Flávio Bolsonaro, único integrante do PSL a não assinar o pedido, e do presidente da sigla, Luciano Bivar, para retirar a assinatura.

“A senadora Juíza Selma esclarece que devido a divergências políticas internas, entre elas a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava Toga, está avaliando a possibilidade de não permanecer no PSL”, disse por meio de nota.

Selma também confirmou que recebeu convite para ingressar em outros partidos. Conforme Só Notícias já informou, o Podemos, liderado pelo senador paranaense Álvaro Dias, abriu as portas e deve ser o destino da senadora. Ele busca um partido no qual possa continuar na base de sustentação do presidente Jair Bolsonaro, mas se negou a retirar a assinatura pedindo a CPI.

“A parlamentar informa que recebeu convites de vários partidos nas últimas semanas para migrar de sigla, mas ressalta que isso não irá interferir no posicionamento de apoio ao governo. Selma confirma, ainda, que não irá retirar sua assinatura da CPI para investigar integrantes do Supremo”, completou a nota.

A notícia de insatisfação de Selma com o PSL foi revelada na semana passada, quando cogitou-se falta de apoio em seu processo de cassação, que está no Tribunal Superior Eleitoral aguardando julgamento. Na esfera estadual, ela foi cassada por unanimidade e condenada por caixa 2 e abuso de poder econômico na campanha eleitoral que a elegeu.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: Roque Sá/Agência Senado/arquivo)