Política

Senador aponta que Bolsonaro apoiará a emancipação do campus da UFMT Sinop

O senador Wellington Fagundes (PL) apontou que já há apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Educação Milton Ribeiro para emancipação da Universidade Federal de Mato Grosso campus de Sinop, que se tornaria Universidade Federal do Nortão de Mato Grosso (UFNMT). A confirmação de Fagundes foi, ontem, em Cuiabá, durante assinatura do contrato para construção da ferrovia RUMO.

“Já tivemos autorização do presidente, ministro Milton Ribeiro, para comunicar que o presidente vai mandar (para votação) o projeto de lei criando a Universidade Federal de Sinop, porque nós queremos desenvolvimento econômico, mas acima de tudo queremos desenvolvimento social”, destacou.

Ainda segundo Fagundes, que é relator do orçamento do MEC, a busca pela emancipação é, principalmente, para que o desenvolvimento aconteça com harmonia. “Se dá (o desenvolvimento) principalmente com educação, com pesquisa,  e com ciência”. “Queremos fazer que todos os brasileiros que pra cá vieram e acreditaram possam participar desse desenvolvimento”, completou.

Há, atualmente, projeto de lei que tramita no Senado. Em uma análise interna prévia, o MEC constatou que haveria necessidade da criação de 300 novos cargos (70 de técnicos administrativos) e investimento de aproximadamente R$ 8,3 milhões por ano, caso o projeto fosse implementado. A previsão inicial, é que os recursos já integrem a lei orçamentária de 2022.

Em agosto, houve encontro em Sinop, na câmara de vereadores de Sinop para dar continuidade a emancipação, que daria mais autonomia ao campus. Com a implementação, o campus deixaria, por exemplo, de estar muito ligado administrativamente a Cuiabá. Em junho, a reunião foi com representantes do MEC, onde o secretário de Ensino Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, deu sinalização favorável para o projeto.

Atualmente, o campus de Sinop conta com cursos de graduação em Agronomia, Matemática, Química, Enfermagem, Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia Florestal, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, e Zootecnia. São oferecidos ainda programas de mestrado e doutorado.

A exemplo da maior autonomia com a emancipação, há um ano houve da Universidade Federal de Rondonópolis, que conta com 19 cursos de graduação. Neste período, diversos avanços já foram conquistados, além de uma economia de aproximadamente R$ 1,9 milhão, segundo a reitora do campus, Analy Polizel,.

Obras que estavam paradas desde 2015 foram retomadas e a instituição terá usina fotovoltaica, que dará 100% de sustentabilidade à UFR. Houve também melhora institucional, nos blocos, restaurante universitário, e ainda há outras obras já em licitação.

Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo)