Os senadores acabam de reprovar, em plenário, por 42 votos, a indicação do presidente Lula para o advogado geral da União Jorge Messias ser ministro no Supremo Tribunal Federal. É a primeira vez, em 132 anos, que o Senado rejeita um indicado do presidente da República para a suprema corte. A decisão também é uma derrota histórica para o governo Lula, que indicou Messias. Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Messias acompanhou, na sala da liderança do PT, a votação em plenário, após obter decisão favorável na Comissão de Constituição e Justiça.
Foram 34 aliados do presidente que votaram favoráveis a indicação de Messias. Ele precisava de 41 votos. A votação foi secreta. O Partido Liberal (PL) indicou voto contrário.
O UOL informa que a decisão “caiu como uma bomba no Palácio do Planalto, que atribui à articulação do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e a oposição” e que “A movimentação contrária começou a ser sentida no meio da tarde. Quando o AGU ainda estava sendo sabatinado, senadores da base passaram a ser informados que Alcolumbre estava se movimentando contra a aprovação desde ontem (28) e que a base não chegaria aos 41 votos”. Alcolumbre desejava que o indicado fosse o senador Rodrigo Pacheco (MG), ex-presidente do Senado.
Antes da votação em plenário, os senadores da Comissão de Constituição e Justiça aprovaram por 16 votos favoráveis e 11 contrários a indicação de Messias.
O senador mato-grossense Jayme Campos (União), que havia participado da sabatina de Messias, disse que “hoje é um dia histórico. O Senado mostrou sua independência, o sistema de freios e contrapesos. O Senado tem que mostrar à sociedade brasileira que é independente, sobretudo naquilo que é mais importante para o cidadão. O Senado age de forma respeitosa, mas, acima de tudo, de forma independente. Essa data, com certeza, é histórica para o Brasil”.
Em instantes mais detalhes.


