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Mato Grosso é o 2º com mais mortes por acidentes de trabalho, aponta estudo

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Estudo técnico divulgado pelo ministério do Trabalho e Emprego revela que Mato Grosso ocupa posição de destaque negativo no ranking de acidentes de trabalho no país. Com base em registros oficiais do INSS e do eSocial entre 2016 e 2025, o levantamento aponta que o estado apresenta a terceira maior incidência de acidentes em relação à quantidade de trabalhadores (taxa CAT de 240,04) e a segunda maior taxa de letalidade (9,24) do Brasil, configurando-se como a unidade da federação com maior risco ocupacional combinado.

Os dados consolidados mostram que, no período de dez anos, Mato Grosso registrou 134 mil acidentes de trabalho e 1.257 óbitos. A taxa de letalidade de 9,24 significa que praticamente um em cada cem acidentes notificados resulta em morte — um índice que é o dobro da média nacional. No ranking por taxa de letalidade, o estado fica atrás apenas do Tocantins (10,91) e à frente do Maranhão (8,55).

O perfil econômico mato-grossense, dominado pelo agronegócio, pelo transporte de commodities e pela construção de infraestrutura, explica essa dupla vulnerabilidade. O estado aparece entre os três primeiros tanto na taxa CAT quanto na taxa de letalidade, cenário que reflete a alta incidência relativa de acidentes combinada com a maior gravidade das ocorrências.

O estudo ainda revela que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes (806.011) e de óbitos (3.644) da série histórica. O crescimento ocorre após a retração observada em 2020, em razão da pandemia, e acompanha a retomada da atividade econômica e a ampliação do emprego formal no país. Entre 2020 e 2025, os acidentes aumentaram 65,8%, enquanto os óbitos cresceram 60,8%.

A análise setorial mostra que o setor de saúde concentra o maior número de acidentes, com quase 633 mil registros no período, enquanto o transporte rodoviário de carga lidera em número de mortes, com 2.601 óbitos. Entre as ocupações, os técnicos de enfermagem registram o maior número de acidentes, e os motoristas de caminhão concentram o maior número de mortes — foram 4.249 óbitos em dez anos, média superior a uma por dia.

Produzido por auditores-fiscais do Trabalho, o estudo reforça a importância da informação qualificada na formulação de políticas públicas e no direcionamento das ações de inspeção. Para o diretor de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, os dados evidenciam a necessidade de avançar na cultura de prevenção. “Os números mostram que o país tem ampliado a capacidade de registrar e compreender os acidentes, o que é fundamental para orientar políticas mais eficazes. Ao mesmo tempo, reforçam a necessidade de aprimorar continuamente as condições de trabalho e fortalecer a prevenção para reduzir riscos e preservar vidas”, afirmou.

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