Política

Secretário diz que flexibilização do isolamento pode elevar casos de Covid-19 em Sinop

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, defendeu hoje, durante a live com jornalistas, a manutenção do isolamento social em todo Mato Grosso como a forma mais eficiente de combater o avanço do novo Coronavírus. O Estado teve hoje a confirmação da 4ª morte. Ele disse que, neste momento, a curva de contaminação está exatamente como o previsto pela equipe de estatística da secretaria, mas acredita que nas próximas semanas deve haver aumento no número de contaminação e que até o final da pandemia, pelo menos metade da população deve ser infectada.

O crescimento na curva de contaminação deve acontecer, segundo Gilberto, pela flexibilização das medidas de isolamento adotadas por muitos municípios, incluindo Sinop, que ampliou a lista de serviços essenciais (restaurantes. lanchonetes e bares podem funcionar por decisão judicial com 30% de sua capacidade até as 22h).

“Se a liberação geral no trânsito das pessoas não tivesse nenhum impacto na disseminação do vírus, não precisaria ter adotado nenhuma medida anterior a este período. Já está comprovado que as medidas de confinamento e isolamento social contribuem para a gente abrandar a curva de contaminação na população. É lógico que essas decisões tomadas em Várzea Grande, Rondonópolis, em Sinop, em Cuiabá, que são os municípios com maior número de casos confirmados, deve sim trazer uma consequência um pouco mais desconfortável nas próximas semanas”, declarou o secretário.

Além do isolamento, o secretário defendeu o uso de máscaras como uma das alternativas para combater a proliferação do vírus e, conforme Só Notícias informou, a Secretária de Estado da Casa Civil está elaborando e deve encaminhá-lo, ainda está semana a Assembleia, um projeto de lei para que normatiza o uso obrigatório de máscaras em Mato Grosso.

Segundo o último boletim da SES, divulgado ontem, são 123 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso ( 2 a mais que sábado).

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: Tchélo Figueiredo/assessoria)