O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ontem ação civil pública contra o diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, e o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) pedindo ressarcimento da remuneração recebida por Pagot entre 1995 e 2002, quando acumulou “indevidamente” o cargo público de secretário parlamentar no gabinete do então senador Jonas Pinheiro e a função de diretor-superintendente em empresa de propriedade de Maggi, no Amazonas. A informação é da Folha de São Paulo.
Pagot teria recebido R$ 430 mil em sete anos. Por isso, quer a devolução desse valor corrigido e o pagamento de indenização pelos danos morais causados ao órgão legislativo. A procuradoria aponta que seria materialmente impossível conciliar as duas atribuições, já que a “empresa Hermasa Navegação da Amazônia tem sede e atividades na região norte do país, a mais de dois mil quilômetros de Brasília” e suspeta que pagot recebeu salário do Senado sem trabalhar, aponta o procurador Marco Aurélio Adão.
Em nota, Pagot informou que ainda não foi notificado e portanto não tem conhecimento formal da ação civil pública. Sse for notificado, se defenderá com provas, já que nunca existiu acúmulo indevido de cargos. Ele classifica a denúncia de “ideologia política” sobre um assunto que já foi analisado pela corregedoria do Senado.
Durante sabatina no Senado, antes de ser nomeado por Lula, Pagot foi muito bombardeado por senadores do PSDB que fizeram duras críticas ao acúmulo de cargos e
por várias vezes a votação de sua indicação foi obstruída no Senado.


