Política

Presa acusada de apagar provas de corrupção na Iomat

Depois de colaborar com as investigações da delegada Maria Alice Amorim, da equipe de investigações da Delegacia de Polícia Fazendária, a contadora Dilma Mota Cursino, de 40 anos, ex-diretora de Finanças da Imprensa Oficial de Mato Grosso (Iomat), começou a prejudicar as investigações, tentando apagar provas, que ele mesmo entrou à Polícia. A Polícia ainda não sabe o montante da fraude, devido à “quase perfeição do plano”, mas calcula que seja muito alto.

Dilma Mota teve a prisão preventiva decretada e acabou sendo presa às 7 horas de hoje, na casa dela, no bairro Aclimação, em Cuiabá. Depois de prestar depoimento à delegada Maria Alice, Dilma foi levada diretamente para a Penitenciária Feminina Ana Maria Couto.

Nas investigações que se seguiram após a prisãod e Cláudio Pires, ex-presidente da Iomat na semana passada, a Polícia descobriu que Dilma tentou ainda tentou sacar dinheiro em uma conta particular que ela abriu para movimentar o dinheiro das fraudes da Iomat, e ainda tentou apagar uma das principais provas levantadas pela Polícia contra a dupla.

Dilma, segundo a delegada Maria Alice, tentou resgatar oito cheques – dois cheques ela já havia pago -, de R$ 10 mil cada um, que ela usou para pagar uma casa comprada por ela para o ex-chefe e parceiro nas fraudes, Cláudio Pires.

“A Dilma foi à imobiliária tentar pegar os cheques e apagar as provas, mas nós estávamos observando todos os movimentos dela. Por isso nós representamos pela prisão preventiva da Dilma, prontamente atendida pela promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco e pelo juiz César Francisco Bassan”, afirmou a delegada Maria Alice.

Além de trocar cheque em factorings de Cuiabá, usando duas empresas de Fomento captadoras de recursos, Dilma também trocava cheques no próprio caixa da Iomat. O esquema funcionava assim, segundo a delegada: “O cheque entrava na Diretoria de Finanças, e ela trocava no caixa. Um esquema perfeito, ou quase perfeito, porque o cheque ficava na repartição e não levantava suspeitas ”, sustenta a delegada.
A delegada Maria Alice destacou, que as investigações começaram após uma auditoria nas contas da Iomat autorizada pelo governador Blairo Maggi. Os auditores detectaram algumas irregularidades e as investigações começaram em quatro de agosto deste ano.

A delegada disse ainda, que o montante da fraude ainda é desconhecido, mas ele acredita que seja alto. “O inquérito e o relatório foram concluídos estão sendo enviados ainda hoje para a Justiça porque tínhamos um prazo de dez dias para finalizar. É o prazo máximo devido a existência de réus presos, mas com certeza as investigações vão continuar”, concluiu a delegada Maria Alice.