
“Eu espero que haja muito diálogo com todos os setores, os comerciantes estão muito penalizados. Há muitos comércios em Cuiabá que já fecharam e isso gera desemprego, cai a renda e cria um problema social muito grande para uma cidade. Tem que haver uma sensibilidade por parte dos gestores estaduais e municipais para ampliar a conversa”.
Pinheiro ainda ressaltou que hoje na capital o comércio vem sendo muito penalizado com a crise econômica que assola o País. A grande preocupação é que o novo modelo de tributação aumente a carga tributária, o que levaria muitos empresários a fechar seus investimentos, já que não poderão arcar com os custos no momento de crise que o país vem passando.
“Os segmentos não aguentam mais pagar, não aguentam mais serem tributados, a carga já é muito pesada no Brasil e isso reflete para Estado e Município, tanto é que eu estou tendo cuidado quanto ao IPTU da Capital. Preciso arrecadar para pagar salário, atender as demandas e prestar serviço público, mas o contribuinte não aguenta carregar a carga quase que sozinho nas costas. Tem que ter a sensibilidade e discutir as alternativas para que a cidade não pague, para que o serviço público não entre em colapso. Se a reforma trouxer uma alíquota muito grande a crise não tende a melhorar, porque vai fechar comércios, e impacta no município. É angustiante mas nós temos que enfrentar essa situação firmes e com muito diálogo”.
Atualmente as alíquotas do Estado variam de 0% até 37%, neste caso, alguns setores pagam mais que outros, por isso, o novo modelo iguala a cobrança trazendo isonomia. O Estado estuda um modelo e Reforma que deve ser encaminha a Casa de Leis contém uma alíquota base de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) entre 12% a 16%. A nova tributação não deve gerar aumento de carga tributária principalmente para empresas dentro que participam do Simples Nacional, que atinge 74% das empresas em Mato Grosso.
Outra alteração proposta na reforma é a mudança no modelo de cobrança. Atualmente o tributo é cobrado na nota fiscal de entrada, ou seja, quando a mercadoria chega ao Estado, com a Reforma a cobrança do imposto passaria a ser na nota de saída, ou seja, quando o produto fosse vendido ao consumidor.
Além disso, dez princípios jurídicos orientam o novo ICMS, entre eles o respeito à legalidade e à Federação, a não-cumulatividade, a alíquota uniforme, a não oneração de bens de capital e exportações, além da transparência para o contribuinte e a transferência dos incentivos fiscais para o orçamento (LOA/LDO).
Em 2016 os deputados da Assembleia Legislativa entraram em um acordo com o Governo do Estado para que o projeto da Reforma Tributária só seja apreciado este ano. De acordo com os parlamentares a discussão ainda deve ser estendida para que o projeto contemple a todas as categorias.


