Política

Prefeita eleita no Nortão depõe em processo de compra de votos

A prefeita de Apiacás, Silda Koshemborger, foi ouvida na última terça-feira juntamente com sete testemunhas sobre a acusação de compra de votos nas eleições de outubro do ano passada. A ação foi movida pela coligação União Partidária de Apiacás. O caso chegou a ser julgado improcedente pelo juiz Marcelo Sebastião de Morais no ano passado foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral que determinou que as testemunhas arroladas fossem ouvidas. A decisão então, foi anulada.

As testemunhas ouvidas foram apresentadas pelas coligações UPA e Apiacás Mais Forte, três pela primeira e as outras quatro da coligação que elegeu Silda Koshemborger para seu segundo mandato.

“O juiz abriu vistas para as partes por dois dias, nós faremos as nossas alegações finais, depois vai para o Ministério Público se manifestar e em seguida o juiz da Comarca proferirá a decisão em primeira instância”, explicou o advogado Gabriel Navarro, da Coligação Apiacás Mais Forte, acrescentando que depois da decisão do juiz Marcelo Morais as partes podem recorrer junto ao TRE.

Sobre a informação de que testemunhas estariam sendo ameaçadas durante o processo, o advogado evitou tecer maiores comentários, mas opinou que os fatos deveriam ser investigados e, se procedentes, punidos os responsáveis pelas ameaças.

Silda sofreu quatro processos durante a campanha eleitoral 2004. Dois deles foram extintos pelo Tribunal de Justiça, existe um terceiro para julgamento e o quarto processo é que está sendo analisado pela justiça altaflorestense. “Creio que em 30 dias deverá haver o julgamento final dos quatro processos iniciados”, finalizou Navarro. Todos os processos foram movidos pela coligação UPA.