O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, esta noite, em Sinop, que tem “saudades” do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi durante discurso durante a abertura da Norte Show, com lideranças do agronegócio do Nortão, Médio Norte, além de líderes políticos.
Posteriormente, em entrevista, Pivetta disse que se referiu ao trabalho do ex-ministro da Fazenda “Paulo Guedes, da “responsabilidade fiscal, responsabilidade com o Brasil social. Governo que não tem responsabilidade fiscal não adianta dizer que tem no social porque não tem. O Banco Central é o guardião da moeda, cobrando juros de 15% ao ano. Qual investimento que se viabiliza no Brasil ? qual pequeno empreendedor que consegue prosperar ?. Então, o governo é o maior concorrente de todos os empreendedores, pequenos, médios grandes. A situação do brasileiro poderia estar pior se dependesse só do governo. Só não tá pior porque o Brasil tem muitos recursos naturais, as pessoas conseguem produzir para subsistência, consegue produzir alimentos a baixo custo, brasileiro se vira, tem criatividade”. “É uma critica não é direta…É a esse governo que, infelizmente, desonra o país”, criticou.
Pivetta, que é pré-candidato a governador e apoiou Jair Bolsonaro nas duas últimas eleições, se encontra, nesta quarta-feira, em Sinop, com o presidenciável Flavio Bolsonaro (PL) que vai conhecer a Norte Show e se encontrar com parlamentares, prefeitos, dirigentes de entidades e lideranças empresariais.
Otaviano Pivetta defendeu rever pontos da reforma tributária que pode ser prejudicial para Mato Grosso. “A reforma vem aí e oferece alguns desafios para nós”. “Tem pré-candidato a presidente da República, o próprio Flavio Bolsonaro já falou que vai ter que rever a reforma tributária porque é excludente, ela prejudica muitos Estados brasileiros e favorece Estados que têm grandes populações com capacidade de consumo porque o imposto vai ser arrecadado na ponta, no consumo. Nesse caso, Mato Grosso, pela baixa densidade demográfica, vai ter dificuldade sim. Estamos prevendo isso a partir de 2031, 2032. Mas acredito muito que, quando numa federação, as regras não são boas pra todos, ou igualmente, tem que rever. E não é são Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, muitos outros Estados que, assim como nós, estão refletindo e, de repente, o próximo presidente da República resolve reestudar a reforma tributária e nós vamos acertar o que fala acertar”, disse.
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