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Pivetta confirma pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão para 60 mil casas em MT e diz que não deve interferir na eleição da Mesa Diretora da Assembleia

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo)

O governador eleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira que o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão já está protocolado na Assembleia Legislativa. Segundo ele, os recursos serão destinados a dar subsídio para 60 mil casas em diversas cidades do Estado.

Ao ser questionado sobre a preocupação em enxugar a máquina pública, já que o ex-governador Mauro Mendes teria deixado o Estado com as contas equilibradas, Pivetta disse que a medida não é apenas uma preocupação, mas um compromisso de campanha. “Eu fiz compromisso de que nós iríamos aliviar o peso do Estado, tornar o Estado mais ágil, menos custoso e prometi preservar a eficiência pública. E são ações necessárias, isso é cíclico”, declarou.

O governador eleito destacou ainda que a gestão anterior durou cerca de oito anos e que agora o Estado se prepara para um novo ciclo. “Agora nós estamos preparando o Estado para um novo tempo, um ciclo de desenvolvimento com um novo governador, com novas ideias que eu fui autorizado a colocar em prática”, afirmou.

Sobre a relação com a Assembleia Legislativa, Pivetta indicou que, a princípio, deve manter o deputado Dilmar Dal Bosco como líder do governo. “Não falamos sobre isso. Por ora, sim. Dilmar é um bom parceiro. Ele fez durante o nosso governo uma boa liderança, defendeu bem as pautas do governo e do povo de Mato Grosso. Não tenho pressa nenhuma. A nossa composição com a Assembleia está muito bem concebida. Temos um bom trânsito, um bom diálogo e tenho certeza que isso vai continuar sendo muito bom para Mato Grosso.”

Questionado se o Republicanos vai estar na disputa para a Mesa Diretora, Pivetta afirmou que não pretende interferir. “Sobre a Mesa Diretora, eu não me meto. Vieram meus parceiros republicanos, vieram outros deputados também. Eu escuto, já conversei, já tive uma conversa com o Max (Russo) também sobre isso, mas procuro interferir o mínimo possível”, afirmou. Ele negou que vá ficar isento, mas disse que participará de conversas se for convidado. “Não pretendo escolher ninguém. Não tenho preferência”, completou.

Sobre a disputa presidencial, Pivetta reafirmou novamente seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL). “Eu estou fazendo o meu papel de cidadão, pedindo voto para a mudança, mudar o Brasil. O Lula é previsível, a gente já sabe o que vai dar. O Flávio, nós temos esperança. E eu me sinto bem tendo esperança”, declarou.

Questionado sobre as recentes acusações envolvendo o candidato, como sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Pivetta disse preferir deixar a questão para a Justiça. “Quem faz coisas erradas, a pergunta é quando vai pagar, não é se vai pagar. Todo mundo paga. Tudo que a gente planta aqui, a gente colhe aqui. Então, diante das opções que nós temos, eu voto na esperança. Sou Flávio porque ele leva com ele uma multidão de pessoas que eu conheço muitas, e que são pessoas que merecem a nossa confiança.”

Pivetta também foi questionado sobre a acessibilidade dos passageiros do BRT na avenida da FEB, em Várzea Grande. Ele explicou que, após pedir a instalação de passarelas, o secretário da pasta se reuniu com comerciantes e a comunidade, que decidiram pela construção de faixas de pedestres. “A decisão da comunidade e dos comerciantes lá foi essa, não fazer passarela, porque a dúvida é sobre as pessoas não usarem as passarelas. Elas não usam por causa da rampa, da dificuldade”, afirmou. “Onde tem passarela, pode ver, a pessoa não usa. Nós vamos fazer as faixas.”

Segundo o governador eleito, as obras na região continuam, com a construção dos terminais e estações, além do planejamento da sinalização vertical e horizontal. Pivetta, conforme Só Notícias já informou, afirmou, esta tarde, que não deve convidar deputados estaduais eleitos ou reeleitos para comandar secretarias estaduais no primeiro escalão de seu governo. “Eu não pensei nisso, claro que tem muitos deputados… mas não pensei nisso. Eu pretendo escolher uma equipe com técnicos. Acho que deputados foram eleitos para legislar, fiscalizar o Executivo. Vamos conversando. Sinceramente, não tinha pensado nisso e nenhum deles me pediu nada”, declarou.

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