O governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, esta tarde, que não deve convidar deputados estaduais eleitos ou reeleitos para comandar secretarias estaduais no primeiro escalão de seu governo. “Eu não pensei nisso, claro que tem muitos deputados… mas não pensei nisso. Eu pretendo escolher uma equipe com técnicos. Acho que deputados foram eleitos para legislar, fiscalizar o Executivo. Vamos conversando. Sinceramente, não tinha pensado nisso e nenhum deles me pediu nada”, declarou.
Pivetta disse que o procurador Rogerio Gallo, ex-secretário de Fazenda por 7 anos no governo do Estado. “Gallo vai participar, é um quadro extremamente qualificado e comprovadamente competente e não tem como prescindir do trabalho dele. Feliz do Estado que tem servidores da qualidade do Rogerio Gallo”, elogiou. Pivetta não confirmou que Gallo voltará a comandar a Sefaz.
Pivetta disse que a função da vice-governadora Gisela Simona, na secretaria da Casa Civil, é servidora experiente com 25 anos, tem capacidade acima do normal, especialmente de entender sentimentos das pessoas” e “tem todas os predicados para ser uma interlocutora dentro do governo, articular, fazer o que eu fiz durante 7 anos (como vice) que foi a comunicação intragovernamental, governo é muito grandes, secretarias, muitas vezes não se visitam, não se conhecerem e tendo uma pessoa para fazer isso, com credibilidade como é caso dela”, para “viabilizar bons projetos, fazer a triagem do que vale a pena seguir dentro do governo e o que não vale a pena”. “A Gisela vai transitar em todas as áreas do governo e nos ajudar governar”.
Ele disse que estão sendo feitos estudos para modernizar a máquina estadual que podem resultar em cortes de gastos de R$ 1 bilhão de economia/ano com modernização da gestão, reforma administrativa, simplificação de processos e demais medidas que estão sendo estudadas. “Muitas coisas são possíveis”, declarou. A projeção é que o Estado deixará de arrecadar R$ 1 bilhão com o fim da cobrança do Fethab 1 (Fundo de Transporte e Habitação Popular)
Sobre a eleição presidencial, Pivetta reafirmou apoio para o presidenciável Flavio Bolsonaro e foi questionado sobre sua relação com o governo federal, caso o presidente Lula (PT) seja reeleito. “Se isso acontecer, eu vou aceitar como todo brasileiro deveria, e buscar relacionamento institucional respeitoso, chamar atenção de aspectos como segurança pública, por exemplo, que o governo federal não consegue atribuiu em nada e não é de agora”. “Temos fronteira de 900 km que não é divisa de Mato Grosso com a Bolívia, é divisa do Brasil com Bolívia. A missão número 1 das Forças Armadas é cuidar das fronteiras. Então, vou convidar o presidente” para “o governo cumprir com essa obrigação básica que é cumprir que é fazer a vigilância na fronteira porque aí sobra a nossa inteligência e nossa força de trabalho para cuidar da segurança interna do Estado e aí vocês vão ver a beleza que vai ser”, declarou.
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