PUBLICIDADE

MPF abre inquérito para apurar gestão de recursos públicos por associação indígena em Mato Grosso

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos federais repassados à Associação Indígena Zoromará, localizada na Aldeia Paresí, em Diamantino (MT). A verba, proveniente de indenização paga pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em acordo judicial, tem como destino a comunidade indígena impactada pelas obras da BR-364. O foco da apuração é a falta de prestação de contas por parte de um ex-presidente da associação.

A investigação começou como um procedimento preparatório, instaurado a partir de representação que apontava a omissão na prestação de contas dos valores recebidos pela associação. Inicialmente, o MPF cogitou enviar o caso para o Ministério Público Estadual, por entender que envolvia discussão sobre gestão patrimonial de pessoa jurídica privada, sem repercussão direta em direitos indígenas coletivos. No entanto, a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR) não homologou a remessa e apontou a competência do MPF para atuar no caso.

Segundo o MPF, esse entendimento se deve, sobretudo, ao fato de os recursos terem origem em ação civil pública para garantir a readequação do plano básico ambiental da rodovia BR-364, em Mato Grosso, devido aos impactos sobre o território indígena (Aldeia Estação Paresí). Assim, a verba integra o patrimônio coletivo destinado à mitigação e compensação de danos causados por empreendimento federal, o que atrai o interesse da União e a atuação do MPF.

Com a conversão do procedimento preparatório em inquérito civil, o MPF dará continuidade às investigações. Serão realizadas diligências, oitivas e requisição de documentos para esclarecer os fatos. O prazo de tramitação do procedimento preparatório estava esgotado, conforme as resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Superior do MPF (CSMPF), o que motivou a formalização do inquérito.

A Associação Indígena Zoromará representa os moradores da Terra Indígena Estação Paresí, do povo Haliti-Paresí. A indenização recebida faz parte de um conjunto de medidas compensatórias pelas obras de pavimentação e duplicação da BR-364, que atravessa a região. “O MPF acompanha o caso para garantir que os recursos cheguem corretamente à comunidade e cumpram sua finalidade socioambiental”, destaca o procurador da República Ricardo Pael Ardenghi, responsável pelo caso.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Deputado Dilmar deixa liderança do governo Mauro Mendes na Assembleia

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco comunicou hoje o...

Três macacos-aranha-de-cara-branca são transferidos da UFMT Sinop para o Zoológico de São Paulo

Três macacos-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) que estavam sob os cuidados...

Ministro diz que Lula quer obras da ferrovia Sinop-Miritituba: “interesse nacional”

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou hoje que...
PUBLICIDADE