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MP cumpre 26 ordens contra suspeitos de fraudar licitações em Mato Grosso; prefeito investigado e secretário afastado

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Foram cumpridas, hoje, 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros, na segunda fase da Operação Gomorra. Uma fonte de Só Notícias informou que o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União) é investigado e o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, foi afastado junto com outros três servidores.

A operação conduzida pelo Ministério Público, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), investiga supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados.

O Naco Criminal requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões. A medida visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As diligências foram realizadas em Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as ações ocorreram na prefeitura e nas residências de dois servidores públicos investigados.

A nova etapa da operação também incluiu medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além do afastamento de servidores públicos de suas funções e da indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos.

Segundo o MP, as determinações judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

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