Mato Grosso alcançou, no segundo trimestre de 2026, a maior taxa de ocupação do Brasil, com 67,3% da população em idade de trabalhar ocupada. O indicador evidencia que uma parcela elevada da população em idade de trabalhar está efetivamente ocupada. O resultado coloca o estado à frente de Santa Catarina, com 66,6%, e do Paraná, com 63,8%, consolidando um cenário de forte participação da população no mercado de trabalho.
Os dados constam da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram analisados pelo Observatório de Mato Grosso. O levantamento mostra ainda que a taxa de ocupação estadual avançou 1,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando estava em 65,7%.
No período, Mato Grosso contabilizou 2,08 milhões de pessoas ocupadas, enquanto o número de desocupados ficou em aproximadamente 46 mil. Com isso, a taxa de desocupação chegou a 2,2%, a segunda menor do país, atrás apenas de Santa Catarina.
O resultado também representa uma melhora significativa em relação aos períodos anteriores. O contingente de pessoas desocupadas caiu 27,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2026 e 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Além do aumento da ocupação, o mercado de trabalho mato-grossense apresentou crescimento no rendimento médio real habitual de todos os trabalhos. No segundo trimestre, o valor chegou a R$ 4.137, uma alta de 2,9% em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando era de R$ 4.021.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi ainda mais expressivo: 10,1%, passando de R$ 3.759 para R$ 4.137.
O estado registrou 962 mil pessoas fora da força de trabalho, o equivalente a 31,20% da população em idade de trabalhar. Esse foi o menor percentual entre todas as unidades da Federação, seguido por Santa Catarina (31,94%) e Distrito Federal (32,79%).
O dado significa que Mato Grosso apresenta, proporcionalmente, a maior parcela da população em idade de trabalhar inserida ou disponível para o mercado de trabalho.
Entre as pessoas que estavam fora da força de trabalho, o principal motivo apontado foi o envolvimento com afazeres domésticos, filhos ou outros parentes, responsável por 25,5% das respostas. Em seguida aparecem ser muito jovem ou muito idoso para trabalhar (23,7%) e problemas de saúde ou gravidez (19,1%).
O desempenho do mercado de trabalho também aparece na distribuição regional. Conforme o relatório, o Colar Metropolitano registrou a menor taxa de desocupação do estado, com 1,8%. Na sequência aparecem o Sudoeste, com 1,9%; Leste e Norte, ambos com 2,0%; Cuiabá, com 2,1%; e Entorno Metropolitano, com 2,8%.
Na análise por sexo, a taxa de desocupação foi de 1,9% entre os homens e 2,6% entre as mulheres. Por faixa etária, o menor índice foi registrado entre pessoas de 40 a 59 anos, com 1,5%, enquanto a maior taxa ocorreu entre jovens de 14 a 17 anos, com 7,1%.
Apesar de o número absoluto de trabalhadores informais ter aumentado de 683 mil para 708 mil entre o primeiro e o segundo trimestre, a taxa de informalidade caiu de 34,2% para 34,1%. Na comparação anual, a redução foi de 1,4 ponto percentual, enquanto o contingente de informais caiu 1,5%, de 719 mil para 708 mil pessoas.
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