segunda-feira, 9/fevereiro/2026
PUBLICIDADE

Justiça autoriza perícia nas máquinas suspeitas de superfaturamento

PUBLICIDADE

A Justiça acatou parcialmente o pedido de reconsideração feito pelo Ministério Público e autorizou a continuidade das perícias em 705 máquinas adquiridas por meio do “Programa MT 100% equipado”. O inquérito policial continuará suspenso, no entanto, caso ocorra a necessidade de realização urgente de algum depoimento ou diligência, o juiz deixou expresso em sua decisão que analisará a situação.

“Diante desta decisão, não iremos recorrer, pois acreditamos que não haverá prejuízos para a elucidação dos fatos”, afirmou o promotor de Justiça em substituição Legal da Promotoria Criminal de Defesa da Ordem Tributária e da Administração Pública, Arnaldo Justiça da Silva.

O “Escândalo dos Maquinários” tornou-se público após a Auditoria Geral do Estado apontar um superfaturamento na compra dos equipamentos. O caso foi parar no Ministério Público Estadual, que solicitou à Delegacia Fazendária a abertura de inquérito policial para investigar as denúncias.

A Auditoria Geral do Estado apresentou o relatório final da auditoria, que apontou um superfaturamento de R$ 44.485.678,00. Deste montante, R$ 20.585 milhões são relacionados à sobrepreço na compra dos maquinários e R$ 23,899 milhões foram superfaturados somente na compra dos 376 caminhões basculantes.

A suspensão das investigações, segundo o promotor será mantida até que seja resolvida se a competência para apreciação da matéria é da justiça estadual ou federal. Em liminar, o Superíor Tribunal de Justiça determinou a suspensão do processo que vinha tramitando na Justiça Federal. No âmbito estadual, o juiz José Arimatéia decidiu suspensar a apreciação do processo até decisão final do STJ.

A questão, no entanto, ganhou contornos políticos. Um dos aliados do governador Silval Barbosa, deputado Adalto de Freitas (PMDB) afirmou que “a lentidão da Polícia Civil e decisão judicial suspendendo as investigações do MT 100% Equipado, “protege aqueles que saquearam os cofres públicos”. O deputado justificou que os acontecimentos levam à desconfiança que existe uma “operação abafa”, para proteger os envolvidos.

“Primeiro o relatório da Auditoria Geral do Estado não revela nomes, e crime sem criminoso não existe. Depois, a imprensa divulga que as investigações sobre o caso, realizadas pela Delegacia Fazendária, serão concluídas apenas depois das eleições. Por último, a decisão judicial para suspender as investigações, que inclusive está sendo contestada pelo Ministério Público” – apontou Daltinho.

 

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Campanha de alistamento eleitoral de alunos em escolas estaduais de MT será amanhã

Escolas da rede estadual de Mato Grosso participam, nesta...

Câmara de Nova Mutum analisa projeto que proíbe corte de água sem aviso prévio

Os vereadores Anderson Mantovan (União) e Carmem Casagrande (União)...

MP recomenda para prefeitura suspender alvará de empreendimento em Sorriso

A prefeitura de Sorriso informou que recebeu a notificação...
PUBLICIDADE