A Gerência de Desenvolvimento Industrial com Internacionalização do Sistema Fiemt concluiu levantamento constatando que a aplicação de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre parte das exportações deve ter impacto reduzido na economia de Mato Grosso. 93,85% das exportações mato-grossenses destinadas ao mercado norte-americano, de janeiro a junho, permanecem fora da incidência da tarifa adicional de 25%, em razão das exceções previstas pelo governo americano.
Dos US$ 209,57 milhões dos diversos produtos exportados por Mato Grosso para os Estados Unidos neste semestre, cerca de US$ 196,69 milhões continuam isentos da nova cobrança. Apenas US$ 12,77 milhões, o equivalente a 6,09% da pauta exportadora, estão preliminarmente sujeitos à tarifa adicional, enquanto 0,05% ainda depende de validações técnicas relacionadas à classificação tarifária.
Os principais produtos vendidos por Mato Grosso para os Estados Unidos permaneceram na lista de exceções: carne bovina, ouro e madeira serrada, além da madeira beneficiada, cuja inclusão na relação de produtos isentos reduziu significativamente a exposição da cadeia florestal mato-grossense às novas medidas.
Embora a maior parte da cadeia florestal tenha permanecido contemplada pelas exceções, a norma 4418, que compreende produtos de madeira beneficiada com maior grau de processamento, ficou fora da lista de isenções. Embora essa categoria represente uma parcela reduzida das exportações estaduais de madeira, é um segmento de maior valor agregado, o que pode comprometer a competitividade das empresas que atuam nesse nicho e exige acompanhamento atento da evolução das medidas comerciais norte-americanas.
A análise da Federação das Indústrias de Mato Grosso mostra que a maior parte da exposição às tarifas está concentrada em apenas dois produtos: sebo bovino e gelatinas e seus derivados, que juntos representam 97,3% do valor das exportações estaduais identificadas como sujeitas à nova tarifa. Em valores, são aproximadamente US$ 10,7 milhões em sebo bovino e US$ 1,72 milhão em gelatinas.
O resultado para Mato Grosso contrasta com o cenário brasileiro. Enquanto no estado quase 94% das exportações permaneceram protegidas pelas exceções tarifárias, no Brasil apenas 45,9% da pauta exportadora continua livre das medidas decorrentes das investigações comerciais norte-americanas. Outros 31,6% das exportações brasileiras passaram a ser atingidos pelas tarifas da Seção 301, além de parcelas sujeitas às medidas da Seção 232 e à investigação sobre trabalho forçado.
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