A empresária Mirtes da Transterra, que foi candidata a prefeita de Sinop, no último pleito, confirmou, neste domingo, que foi condenada, pelo Supremo Tribunal Federal, acusada de envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Ela disse que a pena é de um ano de prisão e pode ser revertida em 225 horas de trabalhos sociais. O STF fixou multa de R$ 5 milhões, que será dividida com outras 50 pessoas e não poderá usar redes sociais. Ela pode recorrer da decisão.
Mirtes explicou que não esteve nos atos em Brasília que resultaram em danos nos prédios dos três poderes mas que escreveu, em um grupo de mensagens, que iria a manifestação em Sinop, informa o MidiaJur.
“O que me condenou foi uma mensagem de WhatsApp em um grupo, onde estava o meu nome porque eu frequentei as manifestações lá de Sinop, somente de Sinop, onde eu fui nos finais de tarde, porque estava a 200 metros da minha empresa. Eu ia na hora do Hino Nacional e na oração do Pai Nosso. E em mensagens do WhatsApp eu dizia ‘estou indo na manifestação’. Foi esse o meu crime”, declarou Mirtes.
O STF condenado mais de 15 pessoas, de Mato Grosso, até o final do ano passado, pelos atos anti-democráticos após resultado das eleições presidenciais de 2022. Ano passado, foram 5 condenados, com penas que variam entre um e 14 anos de prisão. Alguns também foram condenados a pagar indenização por danos morais coletivos, de valores que variam entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões.
Mirtes concorreu a prefeitura de Sinop, em 2024, e obteve 23 mil votos. Ela é filiada ao novo e é pré-candidata a deputada federal.
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