Política

Governador reclama de demora nos repasses do governo federal para combater pandemia

O governador Mauro Mendes (DEM) reclamou da demora do governo federal em repassar recursos para o Estado combater o avanço da pandemia do novo Coronavírus. Em debate com os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), promovido ontem pelo portal UOL e intermediado pelo jornalista Josias de Souza, o gestor estadual revelou que, por enquanto, a ajuda foi de apenas R$ 6 milhões, muito pouco, segundo Mauro, diante dos gastos planejados pela Secretaria de Estado de Saúde.

“Nós recebemos, objetivamente, até agora, pouco mais de R$ 6 milhões para investir nos programas de saúde ligados ao Covid-19. Nós estamos estimando gastar, em quatro a seis meses de pandemia, em torno R$ 150 milhões, fora o que teremos que gastar na proteção social”, explicou Mauro Mendes.

“Eu lamento dizer que o ritmo não está adequado. Lamentavelmente não é um problema desse governo Federal. É um problema do nosso país. Tudo que acontece no Brasil é fora de ritmo. Nossa burocracia pública, nossa tramitação, até das coisas emergenciais, elas são um pouco lentas”, completou.

Conforme Só Notícias informou, ontem Mauro Mendes anunciou a destinação de R$ 8,5 milhões para a assistência social dos 141 municípios para auxiliar as pessoas mais carentes afetadas pela crise econômica causada pelo Coronavírus. O anúncio foi feito após reunião com deputados e ficou acordado que a Assembleia irá propor uma lei que obriga as prefeituras a aplicar esse dinheiro preferencialmente na alimentação das famílias e pessoas em vulnerabilidade.

“Esse valor deve ser suficiente para a compra de 100 mil cestas básicas. Além disso, o Governo está nesse momento comprando mais 50 mil cestas básicas para que nós possamos ajudar essas pessoas afetadas pela pandemia. Até a próxima semana, esses valores estarão depositados na conta dos 141 municípios. Agradeço muito a Assembleia e aos deputados da base que estão nos apoiando”, afirmou Mauro.

Entre os maiores repasses, Cuiabá receberá R$ 394 mil, Sinop receberá R$ 295 mil (mesmo valor de Várzea Grande e Rondonópolis), Sorriso e Tangará da Serra R$ 117 mil cada um, Alta Floresta R$ 83 mil, Matupá R$ 60 mil, Nova Mutum e Peixoto de Azevedo R$ 58 mil cada, Lucas do Rio Verde e Colíder R$ 57 mil cada

A secretária estadual de Assistência Social, Rosamaria Carvalho, explicou que o recurso é fundamental para auxiliar as famílias carentes a passarem por esse momento difícil de forma digna, tendo acesso à alimentação básica. “É importante dizer que esse montante é referente às duas últimas parcelas do cofinanciamento de 2019 do Fundo Estadual da Assistência Social (FEAS) e também de metade do cofinanciamento”, explicou ela.

Desde o início da crise causada pelo coronavírus, o Governo do Estado tem tomado ações para resguardar as pessoas que necessitam de assistência social, desde as famílias carentes até a população de rua. Uma dessas ações é capitaneada pela primeira-dama Virginia Mendes, que idealizou a campanha “Vem Ser Mais Solidário – MT Unido contra o Coronavírus”. Estão sendo arrecadadas cestas básicas e itens alimentícios, tais como arroz, feijão, óleo, macarrão, café, açúcar, sal, sardinha, farinha de trigo, extrato de tomate, café, além de itens de higiene pessoal (sabonete) e de limpeza (sabão em barra e água sanitária).  O ponto principal de arrecadação é a Arena Pantanal, em Cuiabá, de segunda à sexta, das 08h às 12h e das 13h às 17h.

Quem preferir poderá doar recursos diretamente na conta bancária especial, aberta exclusivamente para isso: Banco do Brasil. Agência 3834-2. Conta bancária número 1.042.810-0. CNPJ 03.507.415/0009-00

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: arquivo/Marcos Corrêa/PR)