Mediante notícias de que "entregaria" comparsas em crimes de corrupção na condição de delator, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que está preso há 1 ano e 8 meses, veio a público, por meio de nota, afirmar que vai confessar participação em ilícitos, mas não sem expor outros possíveis envolvidos nas irregularidades apuradas pela Operação Sodoma.
"Assumirei minhas responsabilidades perante o Poder Judiciário, confessando fatos pontuais naqueles processos que eu realmente tenha praticado ilícitos penais", diz trecho da nota.
Silval segue afirmando que "a postura de confessar determinados fatos não se confunde com delatar pessoas".
A Operação Sodoma, que resulta de investigações da Delegacia Fazendária (Defaz), trata da concessão de incentivos fiscais, no governo de Silval, em troca de propina, e envolve seis ex-secretário de Estado do staff dele, entre eles Marcel de Cursi, Pedro Nadaf e Francisco Faiad.
Silval nega que tenha feito gravações comprometedoras no gabinete governamental em 2014, final de mandato, e garante que nunca procurou o Ministério Público Estadual, através de advogados, para fechar acordo de delação, com base em tais imagens e áudios.
Segundo ele o que tem sido noticiado são especulações falsas. Diz porém que influenciado por familiares, após todo o tempo em que está preso, vai mudar de postura na condução do processo que tramita na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, sob a responsabilidade da juíza Selma Rosana.


