Política

Em conferência de governadores Mauro diz que é preciso ‘salvar vidas sem arruinar vidas’

O governador Mauro Mendes discutiu, esta tarde, em vídeo conferência com governadores, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), alternativas que possam conter o avanço do coronavírus e salvar a economia do país, de maneira simultânea. O Estado teve dois casos novos confirmados hoje passando para 9 (ontem havia 7).  “Aqui em Mato Grosso estamos buscando exatamente isso, o equilíbrio. Nós tomamos várias medidas restritivas para coibir aglomerações, eventos de qualquer natureza e tudo o que pudermos evitar para restringir a circulação das pessoas. Porém, não determinamos restrições às atividades econômicas, do comércio, indústria, das principais atividades da cadeia de produção”, disse, aos governadores e presidentes.

“Não podemos tomar as mesmas medidas de São Paulo porque temos em Mato Grosso 13 vezes menos população em uma área três vezes maior que São Paulo. Como vão ficar as micro e pequenas empresas deste país? Mais de 60% das empresas correspondem a elas [micro e pequenas]. Se entre 20% e 30% das empresas quebrarem, aproximadamente 1/3 dos brasileiros vão ficar sem emprego. Vai aumentar a violência, problemas sociais, saques, vai ficar caótica a situação”, expôs.

Ainda sobre as consequências de uma grave crise econômica iminente, o governador Mauro Mendes lança suas atenções para a classe trabalhadora.  “Como que as diaristas, os ambulantes vão sobreviver se a economia parar? De acordo com os dados científicos, isso vai durar muito mais. Neste momento, todos nós e o Congresso Nacional temos que ter serenidade para enfrentar a crise da Saúde e, consequentemente, a maior crise econômica deste país. E a maior crise política também, porque quando começar a faltar dinheiro e as pessoas começam a passar fome, ninguém segura o povo”, disse.

“Precisamos salvar vidas sem arruinar vidas. Temos que organizar as medidas por critérios técnicos para evitar que os governadores e prefeitos tomem medidas muito acima daquilo que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde. Sem isso, o impacto econômico será imensurável para todos os brasileiros”, concluiu.

Ontem, Mauro e governadores do Centro-Oeste debatem, em vídeo conferência com o presidente Bolsonaro, outras medidas e o mato-grossense pediu pagamento de R$ 1 bilhão do FEX (Fundo das Exportações) que o governo federal deve de 2019 e 2018 para investir na Saúde.

Só Notícias (foto: Marcos Corrêa)