Política

Deputado pede que Mato Grosso crie Central de Telemedicina 24 h para combater Covid-19

O governo de Mato Grosso pode adotar a telemedicina como aliada ao combate ao novo Coronavírus. A proposta foi feita ao governador Mauro Mendes (DEM) pelo deputado estadual doutor Gimenez (PV), que é médico e defende a criação de uma Central de Telemedicina 24 horas para oferecer atendimento à população, nos casos considerados mais leves, a partir de teleconsulta, teleorientação e telemonitoramento. O pedido foi por meio de indicação aprovada na Assembleia Legislativa, já encaminhada ao Poder Executivo e o deputado aguarda resposta.

O parlamentar lembrou que o Conselho Federal de Medicina (CFM) já reconheceu a possibilidade e a eticidade na utilização deste mecanismo de atendimento, em caráter excepcional e enquanto durar a batalha no combate ao Covid-19, para poupar vidas. “O ministério da Saúde nos informou que mais de 90% dos casos apresentarão sintomas leves, e que podem ser tratados em postos de saúde ou na própria residência, com a ajuda da telemedicina, o que inclusive vai ajudar muito na não propagação do vírus nos hospitais e clínicas médicas”, apontou o deputado estadual Dr. Gimenez (PV).
Doutor Gimenez ressaltou que, além de ampliar o atendimento à população, a medida resguarda os médicos do risco de contaminação com o atendimento presencial.

“A iniciativa visa ainda proteger os profissionais de saúde, sobretudo os médicos, de se contaminarem durante os atendimentos que poderiam ter sido feitos remotamente, um exemplo é da Comissão Nacional de Saúde da China, que informou que mais de 1,7 mil profissionais da saúde foram infectados pelo vírus no ambiente de trabalho”, acrescentou.
O deputado, que é do grupo de risco (68 anos e cardíaco), trabalha desde o dia 23 de março, conforme orientação da Assembleia Legislativa, de casa (remotamente – online) para evitar qualquer tipo de contágio. “Neste momento, trabalhamos com prevenção, pois estamos no momento mais delicado da pandemia”.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: assessoria/arquivo)