Política

Deputado fortalece PSL em Mato Grosso não se reelege e projeto afunda sem ’emplacar’ o filho na Assembleia

O deputado federal Victório Galli, que preside o PSL em Mato Grosso, mesmo em meio a brigas contra a senadora eleita Selma Arruda e contra o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato, organizou a sigla no Estado e viu seu crescimento com a eleição da própria Selma, de Nelson Barbudo a deputado federal e de dois deputados estaduais. No entanto, seu projeto pessoal não decolou: nem ele se reelegeu, nem o filho, Elias Galli, conquistou vaga na Assembleia Legislativa.

Galli brigou para manter o PSL na coligação do governador Pedro Taques (PSDB), derrotado nas urnas, e por isso teve que abrir mão de entrar numa formação mais forte e capaz de reunir mais votos para favorecê-lo.

Juntou-se com Patriota e PRP na esperança de ser o mais votado, com expectativa de atingir 100 mil eleitores, e torcer para a coligação atingir o quociente eleitoral, mas fez somente 52.947 votos e viu a sua cria, Nelson Barbudo, explodir com mais de 126 mil votos para ficar com a vaga.

Elias Galli, filho do deputado, também não teve êxito na corrida para a Assembleia Legislativa. Victório não conseguiu transferir sua influência e Elias terminou o pleito com 3.735 votos, terminando bem atrás dos dois deputados estaduais eleitos pelo PSL.

Desde o dia 6, um dia antes das eleições, quando Galli apresentou um vídeo recebendo apoio de Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio de Janeiro, as redes sociais do deputado estão mudas e ele ainda não se pronunciou sobre o apoio a Bolsonaro no segundo turno, diferente de Selma Arruda, que busca tomar frente na defesa do ex-capitão em Mato Grosso.

Galli se posiciona na Câmara Federal como um deputado ultraconservador e tenta se aproveitar da popularidade de Bolsonaro. Ele, rotineiramente se mostra contrário às causas LGBTQ+ a ponto de apresentar um projeto para proibir que homossexuais e transexuais adotem filhos, e chegou a declarar que personagens da Disney, como Mickey e o Rei Leão, são gays.

Só Notícias/Marco Stamm (foto: arquivo/assessoria)