Política

Deputada denuncia ‘delivery de drogas’ em Cuiabá e cobra prisão de traficantes

A vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputada Janaína Riva (MDB), denunciou a falta de ação da polícia no combate ao tráfico de drogas em Cuiabá e cobrou atitudes da Secretaria de Estado de Segurança Pública em relação á situação, já reclamada por ela, inclusive em gestões anteriores. O desabafo foi durante a discussão do projeto de lei 122/2019, de autoria do deputado Wilson Santos (PSDB), que pretende destinar 2% da arrecadação do ICMS cobrado sobre a venda de bebidas alcoólica e de cigarros para o Estado investir na reabilitação e no tratamento da dependência química.

Janaína revelou um drama familiar e disse que “quando você tem um dependente dentro da sua casa, você tem uma família inteira de doentes”. Além de apoiar o projeto de Wilson Santos e de ressaltar que o Estado precisa investir mais na área, ela cobrou mais ação no combate ao tráfico de drogas. Segundo Janaína, existe até um “delivery de drogas”, alguns operados por taxistas, em Cuiabá.

“Não pode ser natural vender drogas durante o dia. Entrar nos condomínios, entrar nas casas de Cuiabá, taxista entregando droga e a Secretaria de Segurança Pública não dá conta de prender. O que tem por trás disso? Deve ter alguma coisa muito forte. Quando você tem o nome, a placa, o telefone da pessoa e a pessoa não vai presa … e ainda extorquem as famílias e chantageiam: ‘olha, se me denunciar eu vou falar que o fulano usa droga, que o ciclano usa droga’. O que é isso? Está virando uma banalização”, reclamou.

A deputada acrescentou que acompanha a situação há tempo e que já fez denúncias, informando dados concretos para a polícia, mas que foram suficientes para a prisão de nenhum traficante.

“Quero deixar registrada a minha indignação, como uma pessoa que já passou por isso, dentro da família, e não consegue prender [os traficantes]. Não prende. Eu sou deputada, fiz a denúncia e até agora não aconteceu nada”, declarou.

“Esse povo tem que ir para a cadeia. Ou será que eles são mais importantes do que qualquer outra pessoa comum, que eles não vão para a cadeia? Deputado está indo para a cadeia, senador está indo para a cadeia, vereador está indo para a cadeia e traficante não vai para a cadeia?”, completou.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: Angelo Varela/arquivo)