Política

Conselheiro afastado que está preso em Mato Grosso quer trabalhar na unidade prisional

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado  Waldir Teis, preso há duas semanas, solicitou  ao diretor da unidade prisional para ser inserido na escala de trabalho no Centro de Custódia da Capital. No momento não há vagas para qualquer custodiado exercer alguma função.

Ele está na sala de Estado Maior dividindo o espaço com um advogado.  O local é parecido com um quarto, não tem grades e fica aberto o dia todo. Tem beliches (pra até 5 pessoas), TV, ventiladores e banheiro. O local é onde pessoas com prerrogativa de foro são levadas em caso de prisão temporária.

Teis está preso preventivamente desde o dia 1º após decisão do Superior Tribunal de Justiça, em desdobramento da 16ª fase da Operação Ararath, da Polícia Federal, quando foi flagrado descendo escadas da sala comercial, onde havia sido cumprida ordem de busca e apreensão, amassando e rasgando vários cheques para colocá-lo em uma lata de lixo.   Ele foi seguido por um policial e as imagens do circuito interno mostram o conselheiro tentando ocultar possíveis documentos que o comprometeriam.

O MPF investiga o patrimônio dos conselheiros desde 2017, quando o ex-governador Silval Barbosa firmou delação premiada e confessou que havia selado um acordo com membros do TCE-MT para que ele pagasse R$ 53 milhões a título de propina em 2013. O pagamento foi efetuado para impedir que os conselheiros investigassem as obras da Copa do Mundo de 2014.

O advogado Diógenes Curado ingressou com um habeas corpus no STJ para tentar o relaxamento da prisão e é esperada manifestação do Ministério Público Federal.

Só Notícias/Gazeta Digital (foto: arquivo/assessoria)