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Cinco vereadores em Mato Grosso e 2 servidores investigados por desvio de cestas básicas

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Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)

A Polícia Civil faz, hoje, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá) a operação Mesa Vazia, investigando suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza do programa SER Família Solidário, do Estado, destinados para famílias em situação de vulnerabilidade social. O diretor institucional da Agência de Regulação e Fiscalização (AGIRF), Benier Marcos Silva, o assessor da autarquia Renato de Souza Soares (ambos afastados por 90 dias das funções), e os vereadores Valdeí Leite Guimarães, “Pebinha”, Adilson Tavares Lopes, Allankley Lopes de Souza, “Alan Construtor”, Armando José de Brito e Elton Melo, informa o Mídia News.

A justiça autorizou 47 ordens de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico e de dados, afastamentos de funções públicas e outras medidas cautelares. Segundo a polícia, cerca de 13 mil cestas básicas teriam sido desviadas entre 2021 e 2025 e o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,95 milhão.

As investigações apontam que o esquema seguia o procedimento regular, com destinação formal das cestas para as unidades públicas e prestação de contas e foi montado sistema paralelo comas cargas transportadas para residências, chácaras, sedes de associações e outros locais. Em seguida, seriam redistribuídos de forma informal entre integrantes do grupo, com suspeita de comercialização.

As investigações começaram com denúncia anônima, em fevereiro, policiais ouviram depoimentos de testemunhas, documentos oficiais da Setasc, registros audiovisuais, comprovantes de transferências via PIX e conversas extraídas de aplicativos de mensagens. 

Um dos principais depoimentos foi prestado por um motorista da prefeitura de Barra do Garças, que afirmou ter feito diversas viagens a Cuiabá utilizando caminhão público para transportar cestas básicas. Ele afirmou que as cargas eram destinadas oficialmente à secretaria Municipal de Assistência Social e, posteriormente, feitas novas viagens para recolher outras cestas que, conforme relatou, eram identificadas como sendo de um dos servidores afastados.

A polícia ouviu outra testemunha que afirmou ter emprestado sua chácara, sem saber qual a finalidade, onde eram guardadas algumas cestas.

Os vereadores acusados e os servidores ainda não se manifestaram.

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