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Delegada cita déficit de efetivo e pede união para cobrar reforço na Polícia Civil de Sorriso

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: reprodução)

A delegada Layssa Crisóstomo, titular da Delegacia de Polícia Civil, cobrou reforço no efetivo da unidade ao abordar, na tribuna da câmara, a campanha Agosto Lilás, de combate à violência doméstica contra a mulher. Segundo ela, Sorriso enfrenta dificuldades com o número de delegados, escrivães e investigadores.

Layssa afirmou que, atualmente, são três delegados e que a redução no efetivo já dura mais de quatro meses, sem previsão de reposição. “Sorriso, embora seja uma cidade muito rica, embora seja uma cidade muito bem estruturada, nós hoje vivemos um problema muito grande de efetivo policial. Nós estamos em três delegados no município, éramos quatro, estamos em três já há mais de quatro meses, sem perspectiva nenhuma de melhora. E, além de tudo, o nosso efetivo de escrivão e de investigadores também está ficando muito defasado”.

A delegada comparou Sorriso com Lucas do Rio Verde e afirmou que, mesmo sendo um município menor, Lucas conta atualmente com mais delegados. Para ela, a mobilização do poder público é importante para buscar melhorias no efetivo. “Lucas do Rio Verde hoje está com cinco delegados. Então, a gente já percebe o quanto essa cobrança, quando ela vem do poder público, é diferente”.

Segundo Layssa, a falta de profissionais acaba obrigando a Polícia Civil a estabelecer prioridades entre as ocorrências e investigações. “A gente tenta dar o nosso melhor, só que tem momentos que realmente a gente não consegue. Então, a gente acaba tendo que priorizar. A gente não consegue tratar todos os crimes de forma igualitária. A gente acaba tendo que priorizar aquilo que é mais grave para não deixar a coisa escalonar”.

A delegada pediu aos vereadores e demais lideranças que cobrem investimentos. “O que eu peço para vocês é sempre isso, é cobrar, sabe? Cobrar, não deixar o nosso efetivo se esvair. Ele está se esvaindo com o tempo. A gente está só perdendo, não tem ganho nenhum. A gente não tem muita perspectiva de melhora. E tem visto aí alguns lugares com a quantidade de efetivo muito melhor e cidades menores, inclusive. Então, a ideia é essa, é cobrar, para que a gente possa ter realmente um ganho e continuar exercendo o nosso trabalho da forma mais eficaz possível.

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