O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e o presidente estadual, Ananias Filho, divulgaram nota conjunta, esta tarde, tentando estancar a crise na sigla em Mato Grosso após o acordo firmado com o MDB, costurado pelo candidato ao governo Wellington Fagundes, e garantindo vaga na majoritária como candidata ao Senado para Janaina Riva. “A orientação partidária é clara: filiados e lideranças do PL não devem pedir votos para candidatos de outras legendas ao governo do Estado especialmente quando o partido apresenta seu candidato”.
“O PL respeita a liberdade de escolha de cada filiado, especialmente nas demais disputas eleitorais, mas entende que a defesa da candidatura ao Governo de Mato Grosso é um compromisso partidário” e que o PL “possui candidatura própria ao governo com o senador Wellington Fagundes escolhido e homologado pelo partido”, expõem os presidentes. Valdemar e Ananias expõem, ao finalizar a nota, que “o PL está unidos em torno de seu projeto para Mato Grosso”.
A nota foi divulgada um dia após o presidenciável Flavio Bolsonaro se reunir com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini e o deputado Jose Medeiros (candidato ao Senado), que manifestaram contrariedade ao acordo firmado com o MDB. Antes da nota do PL nacional, Abilio deixou claro que: “me libera, tolera ou expulsa, com PT e MDB não vou”. Os prefeitos de Rondonópolis, Claudio Ferreira e de Várzea Grande, Flavia Moretti, também criticaram acordo com MDB deixando claro que, assim como Abilio, não apoiarão Wellington. José Medeiros afirmou que a decisão foi imposta.
Wellington Fagundes e Valdemar não estavam no encontro, ontem à noite, com Flavio, Abilio e Medeiros quando o presidenciável anunciou o empresário Odilio Balbinotti coordenador de sua campanha em Mato Grosso.
Na nota, o PL também não respondeu o posicionamento do prefeito de Cuiabá, elogiado ontem por Flavio Bolsonaro, sobre expulsão diante da sua decisão de não apoiar Wellington.
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