Política

Aliança não deve ser criado para eleição de outubro e simpatizantes em MT podem se dividir em siglas de direita

O ex-diretor do PSL em Mato Grosso, Carlos Hayashida, que deixou a secretaria geral do diretório estadual e a presidência do diretório municipal de Cuiabá em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o objetivo de ajudar na criação do Aliança pelo Brasil em Mato Grosso e que levou consigo um grande número de apoiadores do presidente, não acredita que o trabalho seja concluído em tempo de o novo partido disputar as eleições municipais de outubro.

Até lá, a orientação para os futuros membros que tenham interesse em disputar os cargos de prefeito e vereador é que procurem partidos de direita e da base do governo Bolsonaro. “A grande cúpula acredita que o Aliança não fique pronto antes das eleições e ninguém quer montar o partido às pressas. A nossa orientação é para que os apoiadores do presidente Bolsonaro procurem um partido da base aliada do governo e que sejam aceitos com a condição de liberá-los quando o Aliança for criado”, explicou Hayashida.

Apesar de a ideia parecer desvantajosa para o partido que abrir espaço, Hayashida garantiu que não faltam ofertas e citou como exemplo o Patriotas, do ex-deputado Victorio Galli, que colocou a agremiação à disposição dos dissidentes do PSL no encontro de domingo passado realizado em Cuiabá para angariar assinaturas em favor da criação do Aliança.

Além do Patriotas, Hayashida diz que os dissidentes conversam com outros partidos da base de Bolsonaro, como PRTB, Republicanos, PSC e Democratas. “A gente está conversando com os partidos de direita. Não estamos fechando nenhuma porta”, acrescentou Hayashida.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (foto: arquivo/assessoria)