Política

5 empreiteiras disputam asfaltamento da BR-163 de Guarantã a Miritituba

O asfaltamento da BR-163 de Guarantã do Norte até Itaituba (PA) e a manutenção a partir de Nova Mutum, do lote licitado pelo Governo Federal, poderá ser feito por um
consórcio das cinco maiores empreiteiras brasileiras. Elas estariam fazendo gestões para assumir este lote. As empreiteiras, segundo informa o Diário de Cuiabá, são a OAS, Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Correa. Elas iniciam, com a Trevisan Associados, gestora dos produtores agrícolas do Consórcio da BR-163, negociações que podem levar a disputa da licitação da concessão que será de 25 anos e prevê investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para asfaltar 940 km e recuperar outros 600 quilômetros já asfaltados mas com trechos ruins – principalmente o de Sinop e Itaúba.

O asfaltamento dentre Guarantã e Miritituba – por onde deve ser escoada a safra agrícola- deve ser feito em 3 anos. No primeiro ano as prioridades seriam para a restauração de 600 quilômetros de rodovias já asfaltadas em 02 sub-trechos, em Mato Grosso com 500 km entre Nova Mutum até Guarantã do Norte e 100 quilômetros antes de chegar a Santarém no Pará. Os demais 24 meses seriam efetivamente de obras para serem pavimentadas.

O consórcio pode ter recursos do BNDES e dos Fundos Constitucionais totalizando R$ 500 milhões para ser feita a obra. Carretas e caminhões devem pagar pedágio. A cada 80 km, aproximadamente, haverá praças de pedágio. Automóveis de passeio e motocicletas estariam, inicialmente, isentos da cobrança.

Uma das grande vantagens do asfaltamento da rodovia é para escoar, via portos no Pará, a safra agrícola do Nortão. Seriam cerca de US$ 30/tonelada, se comparado com o transporte via porto de Santos (SP)