Polícia

Sinop: acusados negam ter assassinado mãe e filha

Frieza e algumas contradições estiveram presentes na entrevista do casal, acusado de ter assassinado mãe e filha em Sinop, na última quinta-feira. Simone Simonim Relhers, 28 anos, e Nivaldo Moreira Kienen, 34 anos, foram presos hoje, por volta das 13 horas, conforme Só Notícias informou em primeira mão. Eles estavam em casa, a cerca de 50 metros da residência onde Silvia Bertolazi e sua filha Renata, de 12 anos, foram assassinadas, por golpes de faca e martelo.

Em entrevista agora há pouco, os dois negaram ter cometido o crime, que chocou a sociedade sinopense. Nivaldo declarou que conhecia Silvia somente de vista, já que ela teria visitado, por algumas vezes, o senhor que mora no mesmo terreno que ele. “Eu nunca entrei na casa (da vítima). Não tinha intimidade nenhuma com ela”, alegou. Ele também disse que no dia do crime estava em um bar, nas proximidades.”Eu tava no bar, sai por umas 10 horas de casa e fui para lá e cheguei por volta das 03 horas. Quando cheguei tava aquele tumulto lá”, acrescentou.

Uma das hipóteses apontada pela polícia é crime passional. Nivaldo declarou que a esposa, Simone, tinha ciúmes dele. “Tinha ciúme de mim, mas com a vítima não posso dizer. Teve um problema um dia. Tinha um pé de manga para cortar lá (na casa da vítima), a dona (esposa) achou que não era para cortar. Eu não fui cortar não”, contou.

Outro indício investigado pela polícia é um hematoma que Simone tem no peito. Ela disse que a lesão foi causada pelo esposo, durante uma briga. “Nós se agarramos dentro de casa, eu dei um coice nele e ele me deu com a mão. Já faz uns 8 a 9 dias”, se defendeu. Mas Nivaldo negou ter agredido a esposa. “Ele tem vergonha de falar que bateu em mim”, afirmou a acusada.

Ela também declarou que estava no bar no dia do crime e só percebeu o que estava acontecendo quando chegou em casa. Também confirmou que conhecia a vítima e tomavam chimarrão juntas, na casa da sogra dela, que fica no mesmo terreno. “Nunca fui na casa dela, só conversava quando ela ia na casa da minha sogra”, acrescentou. “Deus ajude que consiga encontrar quem matou eles”, concluiu.

Os dois negaram os indícios de sangue encontrados nas roupas, que foram apontadas por testemunhas como sendo usadas no dia do crime, e já confirmados pela perícia em um laudo preliminar. As roupas serão encaminhadas para Cuiabá, juntamente com amostras de sangue das vítimas. “Existe testemunhas que viram os dois na casa da vítima, por volta das 10h30, o que fortalecer mais essas provas”, explicou o delegado Richard Damasceno.

Em relação ao hematoma na acusada, o delegado informou que “uma testemunha disse que ouve brigas no local, discussões, muito barulho, e acreditamos que esse hematoma foi acontecido no crime, o que será comprovado por exame médico”, completou. Outro forte indício é que o martelo, encontrado no local do crime, pertencia aos acusados.

A polícia trabalha com hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte) ou crime passional. “Vamos verificar algumas coisas apreendidas na residência, que podem ser das vítimas, ou mesmo algum crime passional, envolvendo o emocional de algumas pessoas”, explicou.

O mandado de prisão temporária (30 dias) foi expedido hoje pela juíza Gabriela Karina Knaull e os dois acusados encaminhados já foram encaminhados para o presídio Ferrugem. A polícia deve concluir o inquérito e pedir prisão preventiva dos dois, bem como aguardar o exame de DNA feito no sangue encontrado nas roupas. “Temos certeza absoluta que essas pessoas participaram diretamente do crime”, conclui o delegado.

Os corpos de Silvia e da adolescente foram encontrados por outra filha dela, que chegou na casa e se deparou com a tragédia. O filho caçula de Silvia, de 5 anos, levou uma martelada na cabeça, foi medicado e está fora de perigo. A polícia acredita que a intenção dos assassinos eram em matá-lo também.

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