Polícia

Secretária Ana Carla e Percival Muniz são assaltados em Rondonópolis

O ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz, sua esposa, a secretária de Educação do Estado, Ana Carla Muniz e mais 12 pessoas, foram assaltados ontem, na residência do casal. O grupo passou cerca de 40 minutos em poder dos bandidos, presos num quarto.

Segundo o jornal A Gazeta, após promoverem tortura psicológica, agressões físicas e ameaças de morte, três assaltantes fugiram da residência do casal levando um talão de cheques e jóias, avaliadas em R$ 200 mil.
Das 14 vítimas, Percival Muniz foi o que passou por maior humilhação. Ele conta que recebeu várias coronhadas na cabeça, xingamento e ameaças.

O assalto aconteceu por volta das 7h10, quando os bandidos renderam o guarda conhecido pelo prenome de Sebastião. Um deles usava capuz no rosto e, outros dois, capacete. Em seguida, entraram na residência, localizada na Vila Aurora, um dos bairros nobres de Rondonópolis, gritando que queriam dinheiro.

Armados de revólveres e pistolas, levaram adultos e crianças para um único quarto. A polícia não tem pista dos bandidos, que fugiram de motocicletas. Este foi o 20º assalto registrado somente neste ano na Vila Aurora.

Percival e Ana Carla foram os últimos a serem rendidos dentro da casa. Antes, os bandidos obrigam a filha do casal Flávia e três amigas dela e outros dois filhos (Vitor e Vinicios) a se dirigirem para um quarto, para onde foram levados também duas empregadas, o vigilante e o motorista. Também ficaram presos no quarto o casal Gina e Júnior Bezerra, que é sobrinho do ex-senador Carlos Bezerra e atual secretário-adjunto de Gestão da secretaria de Fazenda.

Enquanto um assaltante vigiava as vítimas, deitadas num quarto, os outros vasculhavam a casa, se apropriando de jóias, como brincos e pulseiras de ouro, e até de placas de homenagens, brindes e objetos preciosos de herança da família.

Os assaltantes tiveram acesso ao cofre e levaram um talão de cheques. “Recebi coronhadas e ouvia a todo instante o estalo da arma e eles se preparado para puxar o gatilho. Foi uma humilhação, você vendo toda a sua família deitada no chão, em pânico”, conta Muniz.