segunda-feira, 20/maio/2024
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Preso presidente de associação por aplicar ‘golpe da terra fácil’

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Com a promessa de assentar trabalhadores rurais em terras regularizadas pelo Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) e pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), cerca de 300 famílias foram enganadas, no município de Primavera do Leste (230 km ao Sul de Cuiabá), no “golpe da terra fácil”. O articulador do esquema, Dagoberto Antônio José Arantes, 57, foi preso neste sábado, pela Polícia Judiciária Civil.

O acusado é presidente da Associação Mato-Grossense dos Trabalhadores Rurais, com sede em Cuiabá. Ele foi preso no escritório da Associação em Primavera, onde ministrava aulas de um curso de “economia solidária”, aos associados. Esta é a segunda vez que Dagoberto é preso por aplicar o mesmo golpe em famílias que pleiteiam áreas de assentamentos rurais no Estado de Mato Grosso. No ano de 2006, ele foi preso por policiais do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC-Sul), do Coxipó, em Cuiabá, após iludir 425 famílias em lotes de 25 hectares na região do rio Aricá. Algumas pessoas chegaram a pagar até R$ 500,00 para início da documentação.

Em Primavera do Leste, as investigações começaram há 4 meses, conduzidas pelo delegado Rafael Fossari, da Delegacia de Roubos e Furtos, após uma das vítimas desconfiar das facilidades oferecidas pelo golpista e formalizar denúncia na polícia. A associação comandada por Dagoberto tem cerca de 300 filiados que caíram no golpe. As famílias para se associarem pagavam uma taxa de R$ 60,00, mais mensalidade de R$ 11,25 e ainda tinham que desembolsar R$ 80,00, por um curso, que o suspeito dizia ser obrigatório para a obtenção dos lotes de terras.

Na região, 50 famílias chegaram a ser colocadas de forma irregular em uma área devoluta, na MT-130, a 80 quilômetros de Primavera do Leste, denominada “Fazenda do Major”. Na área não há projeto de reforma agrária e os trabalhadores foram para a terra acreditando que obteriam a escritura da terra. “São pessoas humildes que teoricamente acreditavam que estavam em terra regularizada”, disse o delegado Rafael. “O Incra e o Intermat desconhecem qualquer tipo de assentamento nessa região”, completou.

Conforme o delegado, na cidade, Dagoberto se apresentada para algumas pessoas como sendo policial aposentado e para outras se passava por servidor do Incra, também aposentado. “E não é nada disso”, frisou.

Outro ponto levantado na investigação foi quanto ao endereço da sede da associação em Cuiabá. No local indicado no estatuto da entidade existe apenas um terreno baldio. O escritório da Associação Mato-Grossense dos Trabalhadores Rurais é o mesmo onde funcionava a antiga Associação de Trabalhadores Rurais “São Pedro”, que teria mudado de nome após várias famílias serem enganadas na Capital. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no local e vários documentos foram apreendidos.

Para a polícia pode haver mais vítimas no Estado. O preso vai responder por crime de estelionato.

 

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