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Presa influencer e mais três por golpes virtuais e lavagem de dinheiro em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)

A Polícia Civil deflagrou, hoje, a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes. Foram realizadas diligências em Cuiabá e Várzea Grande para cumprir 20 ordens judiciais contra cinco investigados, sendo cinco mandados de prisão preventiva e os demais mandados de busca e apreensão domiciliar, decisões de sequestro de veículos e autorizações de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.

Foram presos preventivamente uma digital influencer, de 24 anos, seu companheiro, de 26 anos, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá; uma mulher, de 35 anos, que reside no bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por envolvimento com fraudes eletrônicas, tinha conseguido a liberdade e foi preso novamente hoje. O quinto alvo ainda não foi localizado e está foragido. Os nomes não foram divulgados.

Um veículo Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas, segundo a investigação, em uso efetivo pelos investigados, foi sequestrado sob ordem judicial. Os aparelhos celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorizado pela Justiça.

A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e aparelhos celulares, entre eles um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncias anônimas. A análise do material apreendido naquela etapa, somada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e individualizar a participação dos alvos desta segunda fase.

Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, com falsos anúncios de veículos e golpes como o do falso parente e o do falso funcionário de banco. Os valores transferidos via Pix eram imediatamente fracionados entre várias contas de terceiros, em quantias abaixo de R$ 10 mil, e depois concentrados em um dos investigados, que redistribuía o dinheiro. Por fim, os recursos seriam convertidos em veículos de alto valor e joias, ostentados nas redes sociais.

O prejuízo apurado das vítimas já identificadas soma R$ 414 mil. Há vítimas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará. De acordo com a apuração, uma das investigadas presas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Outra investigada, presa em Cuiabá, apresentava-se nas redes sociais como influenciadora digital e exibia padrão de vida que, segundo a polícia, é incompatível com a renda declarada.

A investigação aponta ainda que o homem de 41 anos, que recentemente havia sido posto em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, também presa nesta fase. Segundo a polícia, o investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa. Como ele estava com uma pequena quantidade de entorpecentes, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra ele por posse de drogas para consumo pessoal.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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