Polícia

PF pedirá prorrogação das prisões de suspeitos de corrupção e extração ilegal madeira

A superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso apresentará hoje pedido à Justiça de prorrogação da prisão dos suspeitos de participar de um esquema de extração e venda ilegal de madeira no estado. O pedido é para que as prisões temporárias, que duram cinco dias, sejam transformadas em preventivas, que têm duração de 90 dias.
Foram presas, até agora, cerca de 93 acusados de envolvimento no esquema. 17 deles estão presos em Sinop.

Hoje expira o prazo legal da maior parte das prisões temporárias decretadas pela Justiça a pedido da Operação Curupira, iniciada pela PF no último dia 2. Até agora, 101 pessoas foram presas.

Entre os presos pela Operação Curupira estão o ex-gerente executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso, Hugo José Werle, o ex-diretor de Florestas do Ibama, Antonio Carlos Hummel, e o secretário de estado do Meio Ambiente e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema) de Mato Grosso, Moacir Pires.

A quadrilha que tinha a participação de funcionários do Ibama e de madeireiros atuava há 14 anos. Segundo as investigações da PF, eles foram responsáveis pela retirada ilegal de quase 2 milhões de metros cúbicos de madeira.