Polícia

Pai de ex-secretário de Segurança é preso sob acusação de crime ambiental

Damaceno Mozer, 73 anos, pai do ex-secretário de Segurança Pública no governo Dante de Oliveira, voltou para a cadeia. Preso durante a Operação Curupira 1 e 2, sob a acusação de prática de crime ambiental, o ancião voltou a cometer o mesmo crime em suas terras, após ter sido liberado pela Polícia Federal. Junto com Damaceno Mozer foram presos mais três fazendeiros. As prisões foram feitas pela Polícia Federal, que cumpriu as ordens de mandato do Ministério Público Federal, expedidas pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva. Todos estão recolhidos na Penitenciária do Pascoal Ramos

Além do pai do ex-secretário de Segurança Pública, Hilário Mozer. Damaceno Mozer estão presos Marjorino Matias Zimmerman, Márcio Zimmermam e Edmilson Mendes, que já está detido desde a Operação Curupira 1.

Segundo o Ministério Público Federal foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão para Cuiabá, Aripuanã e Vilhena, em Rondônia. Falta ser cumprido apenas um mandado de prisão contra Moacir Elói Rosseta, de Vilhena.

De acordo com a Polícia Federal quarenta agentes participaram da operação, que também prendeu duas pessoas por porte ilegal de arma de fogo.
Em seu despacho, o juiz Julier Sebastião da Silva entendeu que deveria determinar a prisão de Damaceno Mozer como forma de manter a ordem pública e a instrução criminal, já que havia o temor de que o agricultor intimidasse testemunhas do processo aberto após a Operação Curupira, no qual está denunciado. O pedido foi formulado depois da análise do material apreendido em poder de Mozer, com base em um mandado de busca e apreensão. Entre o material havia uma agenda telefônica.

No mandado de prisão consta que Damaceno Mozer escreveu o nome de três pessoas suspeitas de pistolagem. Em dois deles havia, inclusive, o termo pistoleiro à frente. O terceiro nome era o do sargento José Jesus de Freitas, policial ligado a João Arcanjo Ribeiro e assassinado em 2001.

Damaceno Mozer foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo cometimento de crimes ambientais na terra indígena do Rio Pardo, no norte de Mato Grosso, além de estelionato e formação de quadrilha.

A pedido da Justiça, a Polícia Federal cumpriu mais dezesseis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Aripuanã, Cotriguaçu, Rondonópolis, Ji-Paraná (RO) e Rio Branco (AC). Roberto Tadeu Rodrigues Salles, Eduardo Fonseca e Eldinaldo Nunes de Souza foram presos em flagrante por posse ilegal de arma durante o cumprimento dos mandados.

Segundo o delegado Regional da Polícia Federal, Marco Antônio Farias, Eldinaldo não tinha mandado de busca em seu nome, mas foi encontrada uma arma dele na casa de Roberto. Eldinaldo acompanhava a ação dos agentes da PF como testemunha. No cumprimento dos mandados foram apreendida quatro caminhonetes e documentos.