Polícia

Casa onde bebê foi encontrado morto passa por nova perícia; delegado diz que mãe será recambiada para Sorriso

Uma nova perícia foi realizada, hoje, na casa localizada na rua Itajaí, no bairro Benjamin Raiser, onde um bebê de cinco meses foi encontrado morto, nesta segunda-feira. O objetivo da perícia complementar, segundo o delegado Getúlio Daniel, foi buscar vestígios sobre o modo de execução do crime

“Foi requisitada para indicar se ainda existe vestígio no local do crime, pois, naquela primeira perícia não havia sido constatado. Hoje, com a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), estamos fazendo esse exame complementar, inclusive, utilizando um produto químico chamado luminol, e esperamos obter êxito nesses procedimentos para saber como ocorreu a execução do crime”, explicou o delegado. 

Getúlio também afirmou que já pediu o recambiamento para Sorriso da mãe do bebê, que foi presa, hoje, em Rondônia. “Como é um caso muito grave, optamos por fazer essa transferência nós mesmos, para dar maior agilidade. Até entrei em contato com o pessoal do Ciopaer (Centro Integrado de Operações Aéreas) para fazer essa recondução o mais rápido possível. As provas do crime, especialmente aqueles contra a vida, acabam desaparecendo com o passar do tempo. Para nós, quanto mais rápido as provas puderem ser coletadas para esclarecer esses fatos, melhor”. 

O corpo da criança foi encontrado por uma mulher, que morava no local e voltou para buscar alguns documentos. Hoje, ela também participou da perícia e, sem se identificar, deu outros detalhes sobre o caso. A testemunha disse que dividia  a casa com uma pessoa e que, após deixar a residência, a suspeita passou a morar no local, também para dividir custos. 

“No dia 5, ela (a mãe do bebê) entrou. Eu a vi no dia 5 e mais duas vezes, no dia 7 ou 8, e no dia do aniversário da cidade (13 de maio), quando eu vi pela primeira vez o bebezinho dentro do carrinho. Depois, nunca mais. Parecia ser uma pessoa normal”, comentou a testemunha. 

Ela também relatou que, ontem, ao voltar para buscar a documentação que havia ficado na casa, sua cadela desenterrou o corpo do bebê, que estava embaixo de um tanque. Ao se deparar com a cena chocante, a mulher voltou para casa e chamou um amigo. Em seguida, telefonou para a acusada. 

“Ela estava normal, desacreditando, falando que não era o filho dela. Que o filho estava com uma babá. E eu perguntei como ela tinha ido viajar e tinha deixado o filho com uma babá. Falei que o filho dela estava morto. E ela insistiu que o filho estava na babá. Disse que tentou entrar em contato com a babá, mas a mulher a bloqueou. Pediu uma foto dele (do corpo), eu disse que não iria mandar. Depois, tentou fazer uma videochamada, mas não atendi. Aí não entrou mais em contato”, detalhou a mulher. 

Ontem, o perito criminal da Politec, Rogério Kolzer disse que “foi cortado o joelho e o cotovelo (da criança), isso é preliminar, mas aparentemente houve incisão. As duas pernas e braços. Só a necropsia vai poder dizer”. Ele também explicou que o corpo estava em processo avançado de decomposição. “Tem que ter bastante cuidado por causa dessa decomposição. Há vestígios mostrando que a criança foi arrastada pelo animal e pelas lesões levanta-se suspeita de corte”.

Só Notícias/Herbert de Souza e Lucas Torres, de Sorriso (foto: Só Notícias/Lucas Torres)