Opinião

Viver no limite do estresse

Quando as oportunidades que são raras podem deixar de atender ao nosso ego de imediato, por isso, passamos a viver no limite do estresse, e nos fechamos para o meio em que vivemos.

Quando estamos nesse estágio de vida, uma simples brincadeira diferente pode ser imediatamente recebida sem descontração e levando a desencadear reações de intolerâncias, comportamentos inadequados e expressões agressivas, com traços marcantes de irritabilidade e mau humor, abrindo assim, espaço para a instalação da doença do século, que mansamente pode arrebatar e toma conta das pessoas que vivem essencialmente sob a forma de competidor social, o que leva a estimular a ansiedade e que às vezes pode até levar a depressão.

Existem indivíduos que ao se sentir abandonados pelo mundo, suportam e administram com tranquilidade a solidão, entretanto, por outro lado, há pessoas que em condições idênticas, se entregam e se perdem no desequilíbrio, oportunizando que o vazio se instale na sua alma e aceitam que a tristeza apague a luz e o colorido da vida, até mesmo se fechando para as portas que se abrem, desqualificando as ajudas externas, desprezado os incentivos e o calor afetivo familiar, que são os verdadeiros pilares de sustentações, que podem ser transformados em suportes emocionais que estão a nossa disposição e as vezes é a última oportunidade de alterar o quadro de insatisfação interior.

As pessoas só serão verdadeiramente livres quando deixarem de ser escravas das culpas e cobranças do passado, das inseguranças do presente e das preocupações constantes com a estabilidade da situação momentânea, e deixando que cada acontecimento seja apenas o reflexo dos nossos atos, pois são resultados de cada possível perda, e que na verdade devemos usá-la como aprendizado para o amanhã.
 Ser livre é manter um caso de amor com a nossa própria existência, aceitando o passado e o presente como são, enfrentando, compreendendo e desvendando seus mistérios sem criar expectativas exageradas, sobre tudo, saber esperar que o tempo futuro esteja livre para podermos representar o nosso papel no grande espetáculo da vida, e assim, poder estar disposto a viver intensamente às coisas simples, sem se importar com a mensuração das suas ações sobre o tempo exigido para vivê-las.

O importante é seguir apreciando cada emoção minuciosamente, sabendo entendê-la e aceitá-la e sendo menos rigoroso consigo mesmo e principalmente sentir o prazer de sentir com naturalidade ao compartilhar os doces momentos da vida com aqueles que aceitou fazer os pactos existenciais conosco, e entre eles estão os nossos amigos e a companheira que chamamos de amor, são leais aos nossos sentimentos e nunca desistem de estar ao nosso lado.

Wilson Carlos Fuáh – Economista Especialista em Administração Financeira e Relações Políticas e Sociais em Mato Grosso - [email protected]