quarta-feira, 28/fevereiro/2024
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UFMT, uma matemática quase exata!

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O ano de 2013 está sendo marcados por inúmeras manifestações movimentações estudantis na UFMT. Em março deste a comunidade acadêmica vivenciou um intenso debate sobre as políticas de assistência estudantil da universidade devido a reitoria anunciar o fechamento de 5 casas de estudantes. Após varias tentativas de dialogo os estudantes foram às ruas no dia 6 de março em uma manifestação pacifica que acabou de forma trágica com diversos estudantes saindo feridos após ação truculenta da polícia.

A luta por assistência estudantil prosseguiu com uma ocupação da reitoria que durou mais de duas semanas. Um dos pontos questionados pelos estudantes eram os dados apresentados pela administração superior referente a quantidade de estudantes assistidos pelas politicas da UFMT. Na época em nota a universidade informou que: "O número de estudantes assistidos na UFMT, nos últimos quatro anos, saltou de menos de 7% para 50% em todos os seus programas". Os moradores então questionam a veracidade dos dados e inclusive convidaram a reitoria a debater o assunto em uma audiência publica convocada pelo movimento de ocupação da reitoria, contudo ninguém da universidade compareceu.

Após muito debate a universidade e os estudantes chegaram a um acordo. Mas acredito que ficou a duvida para muitos mato-grossenses: Quais dados estavam certos? Os apresentados pelos estudantes ou pela reitoria?
De Março a Novembro muitos outros debates envolvendo a UFMT surgiram na mídia, tendo destaque para as denuncias de perseguição política apresentadas por integrantes do Diretório Central dos Estudantes. A última polêmica envolvendo a universidade se refere à discussão sobre o modelo de gestão do Restaurante Universitário (RU). Em virtude de alguns destes debates recentemente a UFMT divulgou uma CARTA ABERTA À COMUNIDADE, onde consta que: "Quando assumimos a reitoria, em 2008, apenas 7% dos estudantes recebiam algum tipo de auxílio ou bolsa. Em 2013, 35% dos nossos estudantes têm acesso a algum tipo de benefício".

Alguém mais notou uma divergência significativa entre os dados? Na época da dos manifestos protagonizados pelos moradores das casas de estudantes, muitos dos dados da UFMT foram questionados e agora fica claro para a sociedade que as informações divulgadas pelas UFMT estavam equivocadas. Outra alternativa é que de março deste ano a novembro ouve uma redução de 15% dos estudantes que têm acesso a algum tipo de benefício na UFMT.
Deixo a cada um dos leitos para que tirem as conclusões sobre este assunto, mas é importante refletir que muitas vezes as informações passadas a população em muitos órgãos públicos não são a realidade. E muitas vezes um estudante, um cidadão ou se não a sociedade sai prejudicada por não ter clareza sobre as políticas desenvolvidas com o dinheiro público. Precisamos de transparência e de dados coesos, isso pode evitar muitas vezes evitar transtornos ou até mesmo tragédias.

Caiubi Kuhn – discente do programa de Pós graduação em Geociências – Presidente da Associação de Pós-Graduandos da UFMT

 

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