Opinião

Os nossos milagres são internos

Quem ainda não passou por momentos difíceis na vida, em que pensamos dar um tempo, ou parar tudo.
Geralmente, nesses instantes de pouca lucidez, sentimos a necessidade de contestar e tentar promover mudanças em tudo que entendemos estar errado. Entretanto, após pequenos lances de reflexões, deixamos de lado o instinto renovador e ficamos sentados no alto da possível razão, até poder entender que nada podemos mudar, senão a nós mesmos, e assim, porque os nossos milagres são internos.

Muitos ao invés de espalhar sementes de felicidades, seguem em busca de espaços imaginários, subindo montanhas, somando distancias, cansando e até parar nos cruzamentos da vida, buscando aí sim o melhor lugar do mundo, e ficam a mirar a singularidade de uma chama quase apagada de um ser sem rumo, e passa a ver nele mesmo, um ser que esqueceu as partes mais significativas da vida, que são: encontrar-se; entender-se e desfrutar simplesmente o prazer de estar vivo, e a partir dessa reflexão, define por manter o foco em pelo menos em um objetivo, e mesmo que os erros estão a lhe atrapalhar eventualmente, começará a reconstruir a sua vida, sabendo que a força capaz de mudá-lo tudo para melhor, sempre esteve na ignorância da realidade e da força interior que nos qualifica a ser um vencedor.

As tribos urbanas escravizadas pela força das ações motivadoras da sociedade consumista, faz com que, o novo dia, possa envelhecer o moderno em 24 horas, pois a tecnologia faz com que os equipamentos eletrônicos e tudo, vão se transformando hábitos salutares em vícios dos descartes, e assim, muitos vão investindo erradamente em alegrias artificiais e satisfações momentâneas, e que podem transformar numa viagem sem volta, e que muitas vezes pode custar à própria vida, pelo simples fatos optar pelas escolhas erradas, e na sequência dos dias o stress vira doença das disputas selvagens por um lugar ao sol, e muitos não enquadram as todas as sua atividades em apenas num dia, e ficam querendo que o seu dia tem 36 horas, ou mais, e a ansiedade passa a ser a doença em busca do futuro, e isso, faz com que passemos a viver no limite da destemperança e da duras reações contra o próximo, desfazendo e destruindo amizades e relacionamentos por motivos tolos.

Até um dia entender que todos os prazeres exteriores são transitórios, porque a vida é uma soma de pequenas felicidades espalhadas nas conquistas do cotidiano, e que nos são repassadas através das pessoas que estão costumeiramente ao nosso lado, nos amparando nas pequenas quedas ou comemorando a nossa existência e que nos passa aquela sensação de cumplicidade em todas as situações da nossa vida, sejam elas de vitórias ou não, e ações verdadeiramente de afeições, e que se tornam desmedidas nos dias atuais, onde a regra neste mundo competitivo, é cada uma por si e Deus por todos.

A passagem pela vida é muito curta para aqueles que sabem utilizar cada minutinho da sua vida e pode ser muito longa para aqueles que perderam os prazeres das conquistas e dos relacionamentos, pois a brevidade da vida deveria nos fazer buscar mais a sabedoria e dar um sentido mais rico à existência, não deixando o dia passar por passar, pois em cada esquina desta cidade existem pessoas a espera de solitário que queira fazer pactos de amizade e de amor.

Wilson Carlos Fuáh – Economista Especialista em Administração Financeira e Relações Políticas e Sociais em Mato Grosso - [email protected]