quinta-feira, 29/fevereiro/2024
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Os humores da presidente Dilma

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Quando ainda era a poderosa Ministra-Chefe da Casa Civil em lugar do ex-ministro José Dirceu,condenado no processo do mensalão pela STF, alcunhda de “mão e gerente do PAC”, no Governo Lula, seu padrinho politico, a atual Presidente ou Presidenta (como gosta de ser chamada) Dilma, sempre manteve um “ar” de durona, de pessoa pouco dada ao diálogo, sempre substituido pelo monólogo e não raro tida como “estopim curto”, talvez forma de se expressar um tanto fora do meio politico, acostumado a muita conversa, principalmente ao “pe do ouvido”, muitos tapinhas nas costas, reuniões em restaurantes famosos e frases de efeito.

Eleita presidente,tudo mudou, aliás como o cargo exige de um chefe-de estado ou de governo, que no Brasil são representados no Poder Execuivo quase ou tão mais que imperial, a “nova” Dilma passou a ser só simpatia, afagando criancinhas, sorrindo para todas as brasileiras e brasileiros, principalmente quando está em frente a uma câmara de TV, em um palanque eleitoral ou junto aos jornalistas, afinal, este é o figurino de um ou uma presidente, principalmente se desejar encarar uma reeleição, quando terá que se aproximar dos eleitores, nas ruas, nas praças e vielas sujas de favelas, como fez Francisco, recentemente quando veio ao Brasil, demonstrando o que é de fato humildade, característica tão distante do meio politico.

Durante pouco mais de dois anos, a Presidente Dilma “surfou” nas grandes e altas ondas do populismo, demonstrado pelos elevados índices de aprovação de opinião pública,sempre acima de 70%, as vezes chegando quase aos índices do outrora (depois enforcado) ditador Iraque Sadan Hussein, que fazia questão de dizer que o povo o amava e por isso o desejava como seu “eterno presidente”, como também assim se apresenta os presidentes da Síria, da Coréia do Norte , de Cuba,Venezuela e outros regimes totalitários, onde a democracia é produto supérfluo.
De repente, sem explicações, começaram a pipocar focos de insatisfação popular, as manifestações de ruas que de inicio juntavam poucas pessoas foram se avolumando até a chegar milhares, dezendas de milhares e em seu final ultrapassando milhões de pessoas gritando e exigindo o fim da corrupção, pela melhoria da qualidade dos serviços públicos, ética na política, contra o caos na saúde e na educação, pelo fim da violência e contra os partidos políticos e organizações sindicais pelegas (que enfiaram o rabo entre as pernas e sumiram do mapa).

Rapidinho, como se costuma dizer, os alquimistas, gurus ou feiticeiros do Planalto apresentaram suas idéias para a Presidente como a tábua de salvação para que a mesma recuperasse seu prestígio junto `a opinião pública. Afinal, em poucas semanas ou dois meses, a Presidente caiu de seu pedestal representado pelos altos índices de popularidade (que em alguns momentos atingiram mais de 75%), para o fundo do poço, com apenas 31%, indicando que se as eleições fossem realizadas no auge das manifestações em junho de 2013, teria que enfrentar um duro segundo turno com grandes chances de engrossar as fileiras dos ex-presidentes, abrindo perspectivas para os petistas saudosistas que iniciaram a pregação do “volta Lula”.

As duas invenções do Palácio do Planalto fracassaram de imediato, por serem intempestivas, fora de propósito e de um casuismo que deve ter revolvido na tumba os “genios” da política do periodo militar Generais Geisel e Golbery . Refiro-me `as propostas que a Presidente apresentou como as grandes soluções para atenderem `a indignação e protestos das massas pelos quatro cantos do país. Tudo seria resolvido com uma Constituinte exclusiva, um plebiscito ou referendum para aprovar a reforma política, demanda que jamais estive na pauta das reivindicações durante os protestos nas ruas.

Para o caos na saúde e na educação, os gurus da Presidente, respectivamente Ministros Padilha e Aloisio Mercadante, que sonham ser governadores em São Paulo, apresentaram `a “chefe” brilhantes idéias como a importação de médicos, inicialmente de Cuba e também de alguns outros países, desde que dos mesmos não fosse exigido o cumprimento da Lei que estabelece que todos os profissionais, sejam de medicina, de direito, de engenharia, agronomia, veterinia, enfim, todos os profissionais que aqui no Brasil suas atividades tenham que ser registradas em órgãos de fiscalização do exercício da profissão revalidem seus diplomas.

A segunda brilhante idéia foi aumentar a duração do curso de medicina em mais dois anos (depois mudada para um ano apenas) e que os concluintes possam fazer “residência médica” nos postos de saúde e nas demais atividades do SUS, incluindo o program de saúde da família, onde os pacientes morrem por falta de atendimento.
Nada se falou do sucateamento da saúde, da falta não apenas de médicos, mas de tudo, até de esparadrapo, medicamentos,luvas, leitos hospitalares, laboratórios e equipamentos para que o povo possa ter uma saúde de qualidade, padrão FIFA e não um arremedo muito mais próximo do curandeirismo!

O povo deve estar se perguntando, porque esses médicos estrangeiros não vão também atender nossa elite política no Congresso Nacional, na Presidência da República, nas Assembléias Legislativas, Governadorias estaduais, Câmaas Municipais, já que são excelentes profissionais? Ou será que finalmente o governo federal reconheceu que existe uma saúde para os ricos e uma saúde sucateada para os pobres?

O assunto continua em uma próxima oportunidade.

Juacy da Silva, professor universitário, fundador, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia

 

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