quarta-feira, 28/fevereiro/2024
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Mais médicos e o SUS: Mais politicagem.

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Um funcionário público se apresenta, em artigo da segunda feira passada, como "médico-petista-do-SUS". O fenômeno merece uma análise sociológica, ou talvez psiquiátrica.

Diz o inusitado médico vermelho ter se formado há 17 anos e só trabalhou no SUS. Fica claro que, com tal currículo, o lastimável esculápio não sabe bem o que é medicina. Deveria haver um jargão, como existe o "unimédico", para a mesma situação com unimed. Meras facciosidades profissionais, porem a palavra "medico-petista-do-SUS" ficou muito longa.

O Brasil tem excesso de médicos. Nenhum país com população parecida com a nossa tem quase 400.000 médicos, como nós. Os únicos que nos superam (China, Índia, Rússia e EUA) têm populações muito maiores, que vão de 8 vezes a nossa como China, a 2, os EUA. O problema é distribuição, todo mundo sabe disso. O PT, ao espalhar curandeiros enjalecados, deixará felizes as periferias. Estas, como o cioso "medico-petista-do-SUS", também não sabem o que é medicina.

A medicina do SUS é exercida em ambiente tenso onde o objetivo da organização é aparentar o atendimento, safar-se de complicações, num ambiente que esteriliza as possibilidades de crescimento da experiência clinica, que é a razão histórica porque as civilizações profissionalizaram o sacerdócio médico. Ser médico no SUS é como trabalhar em manutenção de redes de alta tensão sem equipamento, sem os trajes de Faraday.

No SUS o objetivo não é a fraternidade cristã, o altruísmo, a beneficência científica de quem tem o conhecimento. O objetivo é atender reclamações de pessoas atiçadas diuturnamente pela mídia, a procurar seus direitos, numa total inversão dos valores da medicina. No SUS o médico é figura subalterna com limites de atuação muito distantes do ambiente idealista profundamente filosófico e liberal, que não só caracteriza, mas alimenta o exercício da verdadeira medicina. No SUS o objetivo dos dirigentes é a corrupção, que não sai dos noticiários. O dos funcionários é manter emprego em meio ao caos administrativo endêmico. E o objetivo da instituição é simular o cumprimento dos visionários ditames da constituição enviesada de 88, que prega: saúde é direito político do cidadão e obrigação do Estado, portanto, nada a ver com humanismo ou qualquer filosofia, nada de nobre.

Para o bacharel "medico-petista-do-SUS" está bom assim. Quanto mais caipira se tornar a prática médico-política, mais ele se sentirá catedrático. Mas não é culpado, deve ser apenas uma incógnita estrela na constelação corrupta pseudo esquerdista sustentada pelo PT. Mas é estranho o sujeito apresentar-se dizendo "sou do PT", talvez não leia jornais, não assista TV.

Nenhum outro partido político no Brasil foi capaz de juntar tanto patife no governo. A tragédia do SUS só aumentará, enquanto tivermos pessoas grosseiras, desonestas, claramente inidôneas encarregadas da condução dos destinos políticos da nação.

Há poucos dias, ou mais precisamente 18 de março, eu estava passando pelos angustiantes engarrafamentos do transito de Cuiabá. Liguei o radio do carro. Gosto de emissoras AM e lembro ter sintonizado em 590: uma entrevista. Havia um ignorante vomitando absurdos, como por exemplo, dizendo que a escravidão e a pobreza das pessoas faz parte de um projeto das elites brasileiras. Que a economia praticada no Brasil antes do PT não funcionava sem uma multidão de pobres, sem trabalho escravo, e que a pobreza é indispensável para a economia capitalista. Tendo sintonizado a entrevista já quase no fim não consegui ouvir o nome do parlapatão, mas estava claro tratar-se de um desses estelionatários do PT. Quanta asneira naquela congestionada manhã cuiabana! No final consegui ouvir que se tratava de um presidente do PT.

Esses incompetentes encontraram na política o meio de vida. São psicóticos, que jamais se enquadrariam e nenhuma atividade produtiva, (e vejam estou descrevendo o sumo petista…)
Os jornalistas que conduziam a entrevista, talvez altamente profissionais, não externaram nenhum espanto diante de tanto delito de ordem moral, religiosa e civil, perpetrados por um político vagabundo, proferindo tanta ofensa ao vivo pelo radio, para a população incauta de Cuiabá.

As pessoas humildes não percebem o quanto estamos retrocedendo politicamente no Brasil. A questão dos médicos estrangeiros é politicagem associada a favorecimento da corrupção. Eles andam tão à vontade que procuram juntar o útil ao agradável.

Emerson Ribeiro é médico em Sinop
[email protected]

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