Opinião

Expectativa coletiva

É muito fácil presentear quem não precisa de amparo material e fácil doar a quem nunca lhe pediu nada, mas por outro lado, é muito difícil estar ao lado daqueles estão situadas abaixo da linha da prosperidade e carente de tudo.
Mas, é importante saber que fazer o bem só no causa o bem, mesmo  que ao fim das contas, apesar da traição, da ingratidão, e da falta de reconhecimento.

Mas, faz parte dos nossos relacionamentos, pois é através da caridade que participamos do mundo da diversidade, dos contrários, dos desmerecidos e dos carentes de tudo; o importante é aceitar todas as estigmas espirituais, por isso, devemos estar preparados para que ao fim de cada relacionamento saber aceitar algumas decepções, ou talvez receber pequenos reconhecimentos, através dos sentimentos puros e virtuosos, como: a gratidão, o agradecimento, a consideração e o respeito, que fazem parte das ações benéficas conquistadas, existem em todos lugares pessoas necessitadas de ajuda permanente, mas não fixa nas suas próprias lembranças a grandeza de saber receber e agradecer.

O ato emocional do reconhecimento não se restringe a dizer mecanicamente “Deus lhe Pague”, a ajuda não é evolutiva para aqueles se sentem carente de tudo, pois em sua cabeça impera o ato de pedir, fazendo com que sua emoção pela gratidão seja jogada na lata de lixo da sociedade.

Poucos conhecemos das pessoas só pelo convívio, na ânsia em ajudá-las, retiramos delas a melhor coisa que existe no crescimento pessoal, que é vencer  pelos próprios esforços, entretanto, há a consciência de que muitos não irão mudar sua maneira de viver pela simples ajuda recebida, pois a vida para essas pessoas se resume em momentos.
Devemos ter consciência de que ao  fazer o bem aos outros, estamos fazendo para nós mesmos. Os riscos dos nossos atos são de nossa exclusividade e não devemos culpar aos outros se alguma coisa em forma de gratidão der errado.

Na luta entre o coração e razão, muitos optam por retardar as decisões a procura de justificativas inúteis. Somam-se os porquês, pois os desperdícios das possibilidades são de exclusividades pessoais.
Na turma do “eu quero um empurrãozinho” faz parte daqueles que estão dosando demais os seus desafios, e ao fazer isso, limita a sua própria capacidade de assumir a maior força que a vida nos dá, que é o poder da superação individual.
Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relação Sociais.

Wilson Carlos Fuáh – Economista Especialista em Administração Financeira e Relações Políticas e Sociais em Mato Grosso - [email protected]