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Entendimento substitui conflito

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Conflitos pessoais não têm mais lugar no ambiente de trabalho. Chefes aos brados com as equipes, subordinados à beira de um ataque de nervos, secretárias aos prantos na escada de incêndio são cenas que as empresas querem banir.
As estruturas de poder estão sendo alteradas e o papel de chefes e subordinados não é mais o mesmo. Um dos atributos das novas chefias é tratar os conflitos com maturidade e ser mediador do crescimento das pessoas com quem trabalham. Temos empresas que pagam cursos para seus colaboradores sobre administração de conflitos interpessoais.
Queremos que os profissionais em cargos de chefia repensem suas atitudes e se tornem mais confiantes para enfrentar crise, até as que surgem entre pessoas de suas equipes.

Segundo dados de uma empresa de pesquisas em Recursos Humanos, especializada em recolocação de altos executivos, o relacionamento pessoal complicado era uma das principais causas de demissão nas empresas. Em contrapartida, teria caído a demissão causada por conflitos de relacionamentos.

Conforme pesquisa, os dados não significam que está havendo mais harmonia nas relações entre os colaboradores. Os superiores preferem dizer aos colaboradores demitidos que o motivo não foi seu comportamento ou incompetência, mas uma decisão administrativa. Os que não se adaptaram à maior participação dos subordinados nas decisões e ao trabalho em equipe foram para a rua como vítima dos cortes nas empresas.

Depois do conflito, às vezes o confronto torna-se inevitável, apesar de os consultores da área de Recursos Humanos aconselharem a evitá-lo sempre. O desfio é aprender a contar até dez antes de explodir e aguardar a hora conveniente para uma conversa franca sobre o porquê de tamanha irritação.

É sempre difícil consertar um relacionamento de trabalho depois de um bate-boca, Mas se a briga ocorreu, o melhor é não tomar nenhuma decisão antes que a fúria desapareça. Separar as emoções do que realmente esta acontecendo é uma atitude equilibrada. Outra recomendação é não imaginar que o mau humor do chefe seja um ato de censura pessoal.

Reinaldo do Carmo de Souza é professor da Universidade de Cuiabá – pelo Programa de Expansão Universitário – PEU.

 

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