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Atividade física: o melhor remédio para um envelhecimento ativo

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O envelhecimento é um processo heterogêneo e complexo, caracterizado por perda progressiva da funcionalidade. O aumento da expectativa de vida tem levado ao crescimento da prevalência das doenças crônico-degenerativas, como o diabetes, a osteoartrite e as síndromes demenciais, entre elas o Alzheimer.

Entretanto, cada pessoa envelhece de uma forma, algumas se mantendo independentes por mais tempo, e outras já acometidas por doenças que acabam por comprometer sua autonomia e a capacidade de realizar suas tarefas sem ajuda.

Duas condições estão diretamente envolvidas nesse processo de envelhecer, a genética e os fatores ambientais. A primeira não pode ser modificada, mas a segunda felizmente sim.

A adoção de um estilo de vida saudável geralmente contribui para uma longevidade com mais qualidade, e minimiza as alterações e doenças comuns da velhice.

Adotar uma dieta balanceada, não fumar, evitar o excesso de álcool, e praticar atividade física regularmente contribuem para redução da mortalidade geral, assim como da mortalidade cardiovascular por reduzir níveis da pressão arterial, do colesterol e do diabetes.

O combate ao sedentarismo, através da prática regular e sistemática de exercícios, favorece ainda o aumento da capacidade aeróbica, traz ganho de massas muscular e óssea e reduz a gordura corporal. Favorece ainda a melhora do humor, da qualidade do sono, da autoestima, e até reduz a prevalência de depressão e das demências.

Idealmente, principalmente após os 60 anos, recomenda-se associar a atividade aeróbica, como a caminhada, bicicleta, esteira ergométrica, ao chamado exercício resistido, caracterizado esse por trabalhar com a musculatura do corpo. Obviamente, desde que não haja contraindicação médica para tal.

O fortalecimento muscular diminui dor, câimbras, reduz ainda o risco de quedas, e aumenta a força e a flexibilidade. Com isso, além da melhora da saúde, as tarefas do dia a dia, como carregar sacolas, subir escadas, amarrar o sapato ou agachar no chão podem ser realizadas mais facilmente.

Sabe-se também que o trabalho muscular continuado estimula a formação de massa óssea, e pode ser indicado hoje para pessoas que possuem osteoporose, osteoartrite de joelhos, ou dor crônica lombar, por exemplo.

Pilates, ginástica no solo ou na água, e musculação são algumas dessas atividades que, com indicação médica precisa e individualizada caso a caso, e através de supervisão por profissional capacitado, podem melhorar muito a qualidade de vida do idoso e retardar as alterações e doenças próprias do envelhecimento.

Afinal, não basta só chegar lá. Mas sim chegar bem!

Denis Milanello – médico geriatra, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de Mato Grosso(SBGG-MT)

 

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