quinta-feira, 22/fevereiro/2024
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Ares da arena

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Foi uma noite marcante para quem ama o futebol. A inauguração – mesmo que não da forma sonhada e planejada – da Arena Pantanal representou um marco de modernidade no esporte mais popular do mundo. Era impossível se manter impassível diante do esplendor da Arena Pantanal. Um verdadeiro templo, um monumento que engrandece a nossa cidade. Com orgulho, podemos dizer que Cuiabá tem sim, uma praça esportiva digna de primeiro mundo.

Por mais ceticismo que foram lançadas sobre esse magnífico empreendimento, que foi Cuiabá ter se transformado em sede da Copa do Mundo – e, repito, por mais que muitas das coisas que foram pensadas e planejadas não tivessem saído como deveria – eu quero e vou remar contra a onda pessimista. A Arena Pantanal, bem como o conjunto de obras e empreendimentos que a cidade está recebendo, valorizam a nossa cidade.

Cuiabá experimenta um renovo. E assim será no futebol. A crítica costuma dizer que a Arena Pantanal será um ‘elefante branco’, mas eu não comungo desse pensamento. Temos tudo, neste momento importante, para trazer de volta as grandes glórias que o passado marcou na história do esporte bretão.

Sabemos que o futebol em Mato Grosso foi vigoroso. Nos velhos tempos, Mixto, Operário, Dom Bosco, o Palmeiras do Porto, o União de Rondonópolis, o Barra do Garças, enfim, o Cacerense, entre outros, protagonizavam grandes espetáculos de casa cheia. Era raro encontrar lugares no velho Estádio Presidente Dutra. As emissoras de rádio contribuíam de forma fenomenal para que a rivalidade entre os clubes e torcida fosse intensa. Eram finais de semanas de grande espetáculo, com rivalidade sadia.

Ainda havia uma outra rivalidade, que era do futebol de Mato Grosso contra o de Mato Grosso do Sul. Operário de Campo Grande, Comercial, Ubiratã de Dourados, Corumbaaense, entre outros, que faziam as torcidas dos dois estados se unirem pelos seus times a cada jogo. A disputa entre os dois estados era acirrada. Mesmo depois da divisão do Estado, nos amistosos, o jogo “era pegado”.

Hoje, com a Arena Pantanal a pleno, Mato Grosso tem tudo para voltar a ter anos de glórias. O futebol tem tudo para se tornar uma das grandes diversões do povo desta cidade. Uma excepcional oportunidade das familias encontrarem no conforto e na segurança de uma praça esportiva moderna uma opção viável de lazer.

Os ares da Arena dá também a possibilidade de, em grande dimensão, revigorar de forma contundente nossos clubes. Como seria bom ver o Mixto voltar a ser o “Tigre da Vargas”, o Operário como “Chicote da Fronteira”, o Dom Bosco – que está regressando as atividades – como “O Clube da Colina”, reviver o tempo dos grandes hinos, das camisas, dos adesivos. Era bonito de se ver a paixão e a rivalidade a pleno. A possibilidade está aberta.

Principalmente porque hoje temos, nesse novo modelo de competição, um clube do Estado já na Série B do Brasileirão. Por pouco não seriam dois, não fosse, no ano passado, um resultado ruim do Cuiabá jogando em seus domínios. O Luverdense tem tudo para bem representar a força de Mato Grosso no cenário nacional. O projeto é viável, válido e sério. O Cuiabá, que acaba de conquistar mais um título, também tem tudo para no ano que vem estar também na pré-elite do futebol brasileiro.

Mas não podemos deixar de destacar a importância de um certame estadual repleto de emoções. É preciso que os clubes que hoje despontam no cenário do futebol de Mato Grosso ganhem força, conquistem o público e façam do futebol um espetáculo para atrair o público. É possível! Basta um pouco mais de cuidado e organização. O torcedor, o apaixonado pelo futebol, mais que ninguém, deseja isso.

Antes de terminar, quero aqui fazer um registro importante e aproveitar para homenagear aqueles que sempre acreditaram no futebol de Mato Grosso, tais como os dirigentes esportivos, os abnegados do esporte, os mordomos dos clubes e times. E, de forma especial, os cronistas esportivos, principalmente das emissoras de rádio, que sempre depositaram seus sonhos e crenças no futebol. A vocês, só temos que agradecer.

E para finalizar, vale dizer que a arena do espetáculo está montada. Agora, nos resta apenas construir o grande espetáculo.

Francisco Faiad é advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil

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